terça-feira, 1 de abril de 2008

Reflexões acadêmicas...

Estarmos deslocados do lugar em que vivemos, leva-nos a refletir sobre espaços, pessoas, relações, afetividade, saudade e tantas outras coisas! Por essa razão (se não fora o essa, teríamos uma cacofonia alí, não é?) Hoje quero falar de lugar, falar de espaço. Espaço de vida. Espaço onde pessoas fazem "opções", sejam elas simbólicas ou não. Neste exato momento, tem um texto do Bourdieu à minha espera, será que foi por isso que escapou as "simbólicas"? Voltando à questão do espaço, moramos, às vezes, em cidades que "decidimos", embora por pura imposição, ou melhor, pela "força do desejo" de estudar naquele lugar! Vou tentar sem mais específico. A decisão de fazer o vestibular leva milhares de pessoas todos os anos, como no carnaval, a fazer escolhas pelos lugares mais recônditos do país! Desde que a concorrência ajude: "hum, em São Miguel de Não Sei das Quantas, direito está 3 para 1, oba! Estou nessa, ainda que não passe na OAB!" Cidades que sequer ouvira-se falar, mas por força das circunstâncias se tornam o espaço dos "sonhos", pelo menos nos 4 anos de estudos, não é essa a média das graduações?
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Penso todas essas coisas (na verdade, pensava, já que por estar a um oceano de distância, sou obrigado a divagar), por conta da relação que se estabelece com as cidades que se vai morar, por mera "opção", na verdade, se é " jogado" nestes locais. Quantas e quantas vezes você já não ouviu um pai ou mãe dizer que o filho está fazendo medicina em Cabrobró do Berrador? Neste momento, não importa o lugar, importa sim o que ele(a), o(a) filho(a) está fazendo. Sou obrigado a fazer mais um parênteses, por conta da concessão às feministas. Essas concessões são tão hipócritas, vocês não acham?! Dão uma falsa idéia de "respeito". A língua é "machista", sim, senhor! Muitas das mulheres que brigam por causa desses "detalhes", dessem o cacete em suas subalternas, mas isso não vem ao caso agora, não é que estou divagando outra vez! Voltemos para as cidades e as relações que são estabelecidas!
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A cidade que recebe os estudantes se torna uma verdadeira meretriz, embora nem tão bela, sequer atraente, porém na falta de coisa melhor, serve, dá para o gasto, melhor que masturbação! Não se cria nenhum laço, seja ele afetivo ou qualquer outro. Entra nesta relação a universidade, fazendo, como não poderia deixar de ser, o papel de grande cafetina. O que vemos? Pensando bem, não é o que vemos e sim, o que temos? Neste caso, existem cidades que têm muitos cursos na área da saúde, mas os nativos quando têm acesso a esse "serviço", geralmente, são verdadeiras cobaias! Os pobres miseráveis servem como "suporte" para que aqueles estudantes possam aprender, experimentar, tornarem-se profissionais e, a partir daí, empregar aqueles conhecimentos adquiridos na exploração das pessoas, a peso de ouro! Espera aí: você já viu algum professor usar a mãe nas experiências gerontológicas? Geralmente é a mãe dos outros! Neste caso, todos aqueles que serviram de suporte para os experimentos não têm dinheiro para pagar pelo serviço que será prestado pelo futuro profissional!
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É preciso que se diga que aí há uma comunhão de interesses sinalizada no binômio professor/estudante. Não nos esqueçamos dos regentes dessa orquestra! Assim como não há vínculos estabelecidos por muitos dos que usam a cidade, os professores fazem também parte neste circo dos horrores! Existem aqueles que são dedicação exclusiva, e que trabalham, descaradamente, em outros espaços. Há ainda aqueles que se dizem 40 horas e que trabalham apenas 2 dias da semana! Que delícia, não! Fala a verdade: há lugar melhor no mundo do que trabalhar nesta grande cafetina que é a Universidade?! Poderíamos parar por aí, mas há ainda aqueles que fazem deste espaço trampolim para outros vôos! Imagina que existem aqueles que fazem mestrado/doutorado usando como argumento para a liberação, a qualificação do corpo docente do referido curso, mas que ao retornarem aparecem as mais variadas desculpas para se transferir para outro lugar, a mais usual é a questão da família. Houve o caso de um professor que se transferiu do curso de enfermagem, depois do mestrado, e foi trabalhar no curso de engenharia de alimentos! Qual o argumento? Saudades da família! O fato é que tanto a cidade como a universidade não passam de duas belas prostitutas, o mais interessante é que não cobram nada pelos "serviços prestados", neste caso, o gozo é gratuito...

3 comentários:

blog disse...

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Se quiser participar, eis o link:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=48266037

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Um abraço
FG

OLED disse...

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Anônimo disse...

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