segunda-feira, 15 de junho de 2009

Luxemburgo: o soprador de apito...

Existem técnicos que costumam ganhar no campo, mas também são muito bons no "grito"! Entre esses, podemos eleger Vanderlei Luxemburgo como o mais "sofisticado", o mais ladino! O sujeito é bom de papo, sabe usar como ninguém a mídia a seu favor, além de ser muito inteligente. Com todos esses predicados, só poderia ser bem sucedido naquilo que faz, e, sejamos sinceros, faz bem! Todos sabem o quanto é perigoso mexer na "fera"! No caso de Luxemburgo, quem tem, tem medo, pelo menos deve ser o que pensam os assopradores de apito, que era como tratava os árbitros um famoso cronista carioca! Lembro de um jogo em que ele conseguiu, não só desestabilizar o juiz, como também pôr em xeque sua opção sexual! Afirmou com todas as letras, para todas as cameras e microfones que "o juiz passou o tempo inteiro "paquerando-o"! O que aconteceu? O sujeito desapareceu! O nosso técnico ganhou no "grito"!
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Em duas oportunidades, isso ficou muito evidente. Utilizando o verbo e atirando para todos os lados, deixou os apitadores temerosos de errar contra o time dele, depois daquele jogo contra o São Paulo. O jogo contra o Vitória mostrou o quanto a comissão de arbitragem pipocou. Aquele gol de Roger se fosse a favor dele, era conversa para o ano inteiro! É estranho que ninguém conseguiu ver, nem a bandeirinha nem o árbitro! Eu já tinha dito aqui, na semana passada, que não sabia porque eles não viram, mas entre aspas, é claro! O mesmo Luxemburgo no empate contra o Barueri já dissera que times como aquele iriam lutar para não cair! No fundo, achava que golearia a equipe de Estevam Soares, que até foi elegante na réplica, mas, como sabemos, não foi isso que aconteceu! Na realidade, existem times que têm que se portar como coadjuvantes! Por esse raciocínio, o que temos é um jogo de cartas marcadas, times considerados grandes não podem perder para os "emergentes"!
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No jogo contra o Cruzeiro, domingo último, por obra e graça do Espírito Santo, o bandeirinha viu demais! Desejoso de "agradar" a Vandeco, nem titubeou, saiu correndo desesperadamente para o meio de campo para validar um gol que não entrou, lembram do gol do Roger do Vitória semana passada? Será que se fosse no Mineirão o bandeira teria coragem de marcar um gol contra o Cruzeiro nas barbas de Perrela? O que acontece é que depois que pressionou a comissão de arbitragem da CBF, os juízes não têm coragem de marcar contra Luxemburgo no Palestra, inclusive Leandro Vuaden, estando perto, não "viu", não teve peito de marcar uma penalidade a favor do Cruzeiro! Qual é a moral da HIstória? Fazer a mesma coisa que Luxemburgo. Chiar, reclamar de tudo e de todos, usar a mídia como Luxemburgo usa! Evitar que apenas ele grite, fazer ecoar outras vozes que não a dele! Para não ficar parecendo que é choro de torcedor que foi roubado, antes da chiadeira de Luxa, o Palmeiras tinha apenas 5 pontos, hoje já conta com 11, assumindo o terceiro lugar, seis pontos, em campeonato com esse modelo, garante até título! Quando estava 1 a 0, para o Cruzeiro, Luxa gritou: "Vuaden, você está interferindo na partida, porque a bola não foi falta!" Luxemburgo está apitando, sim, e mais que isso, garantindo os resultados do Palmeiras! E nós, como diria Chico Buarque, ficamos vendo a banda passar...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Traição...

Repentinamente, as imagens me vieram à memória com uma intensidade voraz, nem sei qual a razão! Passaram-se tantos anos, o certo é que tudo fora algo muito dolorido, diria tanto para ela quanto para mim, por uma simples razão e, por causa dessa simples razão, a memória se fez com tamanha intensidade que não tive outra alternativa senão regurgitar aqui, peço-lhes desculpas por macular suas vestes com um verbo tão nauseabundo! Talvez essa lembrança esteja associada ao dia dos namorados! Aqueles que estão juntos, ah, esses vão jurar e jurar que não têm olhos para outra pessoa a não ser aquela que está ao seu lado! Oh, o amor, há sentimento mais trágico, sinistro e patético?!
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Na verdade, o grande amor da vida dela tinha o nome igual ao meu, é verdade, ele também se chamava Bráulio! São as coincidências da vida e do amor! No primeiro momento, brincamos muito com isso! O que não imaginávamos era que essa ironia ia-nos custar muito caro! Mal sabíamos o quão perversa seria aquela coincidência! Que nos causaria o sofrimento mais profundo, sofrimento mais extremo, tanto para ela quanto para mim! Por que nos esforçamos por lembrar de coisas que nos machucam? Por que tinha que ser assim? Por que matamos antes e perguntamos depois? Por que nos destruimos de ciúmes quando na maioria das vezes não há razão alguma para isso? Por que amar se resume a curtos momentos, pequenos, reduzidos de felicidade, que nós, por estranha razão, queremos prolongar por toda eternidade? Uma frase, entreouvida na barbearia, ribombava na cabeça de Bráulio: "Imagine você encontrar sua mulher desnuda mantendo relações com outro homem na cama do casal?"
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Espera aí que vou acabar com esse suspense. Foi assim que aconteceu! Estávamos estudando juntos, no meu quarto, era noite, lá pelas 21horas, mais ou menos, quando o telefone tocou! A amiga de quarto imediatamente atendeu, era Bráulio procurando por Luísa, vejam que só agora declaro o nome dela! A amiga pensando que era eu dissera: "oh, Bráulio, deixa de brincadeira que Luísa está aí no quarto com você!" Só percebera, um pouco mais tarde, que aquele Bráulio não era eu, era ele! Luísa nos tranquilizou: "fiquem calmos, Bráulio confia cegamente em mim, em nenhum momento ele imaginaria qualquer coisa entre nós!" Algum tempo depois, Luísa entrava no escritório de Bráulio sem avisar e o encontrara nos braços de OUTRA! Incrédula, exclamou: "o que está acontecendo aqui?" A última frase já enunciara aos prantos, jamais em tempo algum imaginara que Bráulio seria capaz de traí-la, tão descaradamente, será que existe outra forma? Aquele casamento seria para sempre! Perdera, completamente, toda a vontade de viver, ficara louca, porém o que a levou à morte fora a desculpa que ele lhe lançara à face, justificando a traição: "você também não esteve no quarto com Bráulio?!...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Roger, Washington e Neto Baiano...

Falar de paixão clubística é tão complicado quanto falar de qualquer paixão, mas vou correr esse risco, muito em função de três pessoas que são torcedores ferrenhos do maior time do Brasil: o Vitória. Manuela, Ró e Joel, esse é para vocês, viu? Tudo isso porque essas pessoas, em conversa telefônica, logo após o "desastre do parque", ficaram me "zoando" por causa da minha preferência entre os três "goleadores" da equipe. Na verdade, a grande questão que se coloca é: qual dos três centroavantes do Vitória é o melhor, ou quem é o mais eficiente? Calma, não respondam ainda, eu sei o que vocês estão pensando neste momento!
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Quando no fim do ano passado os dirigentes rubro-negros fizeram o "grande negócio da china" e enviaram Marquinhos e Willians recebendo em troca Washington e outros, algo muito estranho acontecia naquele momento, ora, todos vimos o grande campeonato que os dois primeiros fizeram, era trocar gato por lebre! Sabem por que? Vocês lembram qual foi o time que o centroavante (vesgo) Washington jogou no ano passado? Ró, que cantava pagode quando adolescente, ao telefone me perguntou por que o centroavante que considero o melhor entre os três não ficou no time que estava, e, sem me dar qualquer chance de resposta, foi logo dizendo que ele é muito ruim!! Pois é, o preferido do "pagodeiro", jogava, no ano passado, na Portuguesa, aquele mesmo que foi rebaixado para a série B! Fica, então, a pergunta: por que trocamos dois da série A por um da B? A grande verdade é que Washington é muito limitado, acho que não teria lugar nem naqueles babas antigos da Brejal! Talvez, por causa de Ró, jogasse nas peladas da Fazenda Grande do Retiro! Além de tudo isso, tem mais um agravante para a posição que ele joga: o maluco é zarolho, é vesgo! Quando chega na cara do gol, e tem que decidir qual é a verdadeira bola, já que aparecem duas à sua frente, demora tanto que o zagueiro adversário manda a bola para as arquibancadas!
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O centroavante estrábico me serve de gancho para falar do segundo artista dessa conversa! Estou me referindo ao Neto Baiano! O que aconteceu é que Washington conseguiu ser reserva de um dos piores "goleadores" que vi jogar! Neto Baiano não é ruim, não! Ele é muito ruim! Sei que meus amigos, Joel, Ró e Manuela, vão dizer: "como ele pode ser tão ruim se é o "artilheiro" do Brasil?" Ora, meus camaradas, convenhamos que fazer gol no Atlético de Alagoinhas e naquele time feio de Itinga, que não preciso dizer o nome, não é tarefa das mais difíceis! Acho que o campeonato baiano deu ao Neto um status que ele não tem! Afirmo incisivamente que só será goleador em cima de times medíocres! A propósito, quantos gols o artilheiro do Brasil já fez nas quatro partidas que atuou pelo Brasileirão? UM, goleador de um gol só não pode! Para quem afirmou que iria ser o artilheiro do campeonato, não lhes parece muito pouco, camaradas rubro-negros?
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Tudo bem, e quem é o melhor na minha opinião? É claro que vocês já sabem, já que descartei o Estrábico e o Filho do Júnior Baiano! Na verdade, Roger é um excelente centroavante! Quando disse isso, o Menino Ró logo me perguntou: "se é tão bom por que o Sport não ficou com ele?" Respondo que pela mesma razão que Leandro Domingues não ficou no Vitória! O Fluminense bancou seu futebol! O fato é que nem ele nem Domingues acertaram no time de Renê Simões, cruz credo, de triste lembrança para nós, não é mesmo? Mas isso não quer dizer que Domingues é ruim, não é Ró, Joel e Manuela? Eu vi os melhores momentos da partida! Nestes, é perceptível que o futebol de Roger é refinado, sabe driblar e passar mil vezes melhor que o "artilheiro" do Brasil e o Vesgo juntos! E tem mais, uma das bolas que ele cabeceou no primeiro tempo, brocou o gol do tal do "São" Marcos, mas nem o árbitro nem o bandeirinha viram, não sei o porquê! Podem me cobrar, caso o técnico o mantenha no time, esse sim, poderá vir a ser o artilheiro do Brasil, porque tem competência, tem futebol para isso, quem viver, verá...

domingo, 31 de maio de 2009

Enchentes no Nordeste...

Sei que o que vou dizer pode parecer, aos olhos de alguns, bairrismo, mas é necessário que seja dito, até porque desvela essa cínica hipocrisia que tomou conta dos noticiários sobre as enchentes do nordeste. Quando há seis meses as águas invadiram Santa Catarina houve uma verdadeira comoção nacional, parecia que o Brasil inteiro estava voltado para o que ocorria por aqui, vocês devem estar lembrados que o principal jornal da Globo foi transmitido em uma das cidades alagadas por noites seguidas; eu, com a minha ingenuidade nordestina, pensei que como a tragédia lá em cima foi distribuída pelos estados que compõem a região, que o Jornal Nacional seria transmitido a cada dia em um desses estados para ampliar a visibilidade dos brasileiros, não foi esse o objetivo da emissora ao fazer a transmissão do jornal diretamente de Santa Catarina?
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Porque estou morando atualmente do lado de baixo do mapa, familiares e amigos ao verem o estado em que ficaram as cidades catarinenses apressaram-se em saber se estava tudo bem comigo, usando um trocadilho infame, diria que choveram e-mails e telefonemas! Como é do conhecimento de todos, Florianópolis não foi tão maltratada pelas enchentes, mas para quem estava fora daqui parecia que toda Santa Catarina estava sob águas! Foi um "espetáculo televisivo" dos mais assustadores. A tragédia provocou os mais diferentes sentimentos! Vimos atitudes de pessoas, em alguns lugares, que beiravam o animalesco, houve desde invasão a supermercados até a apropriação das doações feitas para os sitiados! O fato é que ainda há muitos problemas em consequência da intempérie que atingiu Santa Catarina, mas o que não podemos deixar de dizer é que houve uma mobilização extraordinária para ajudar os flagelados, até os pilotos de fórmula 1 fizeram a sua parte!
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Não por acaso, as águas resolveram "subir" e a região nordeste foi agraciada com uma quantidade de água descomunal. Alagamentos se tornaram constantes. Pelo visto, nenhum estado foi poupado da fúria das águas, uns mais outros menos, mas todos foram contemplados! Sei que não deveria ficar surpreso com a forma que a mídia vem tratando o evento. Enquanto a tragédia de fins do ano passado em Santa Catarina ganhou contornos planetários, houve uma mobilização geral, até a toda poderosa Rede Globo desceu para VER os estragos, contudo não percebi a mesma intensidade com os meus irmãozinhos lá de cima! Em relação às doações algo surreal aconteceu que é preciso que seja dito. Vimos, naquele momento, o roto nordestino ajudando ao "esfarrapado" do sul; a grande ironia é que os primeiros que não têm nem para si, arrumaram uma maneira de ajudar àqueles que estão na parte de baixo do mapa, como? Só Deus sabe! Para não ficar parecendo que é a conversa do eterno nordestino sofredor, não vou colocar aqui as cifras que vieram lá de cima, comparando com a quantidade de recursos que subiu até o momento, mas o fato é que não houve a mesma proporção no que tange à solidariedade!
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Quando Lula usou a metáfora dos olhos azuis, muito fizeram uma leitura equivocada, falando em discriminação e outras bobagens. Na verdade, e olha que não sou porta-voz do presidente, o que ele quis dizer é que os que podem gastam sozinhos, mas na hora de pagar a conta é repartida por todos! Vemos na inundação do nordeste a materialização daquela metáfora. Percebam que as imagens da tragédia nordestina passa na tv sem a mesma conotação que vimos meses atrás, a impressão que se tem é que os olhos azuis, aqueles mesmos que o presidente falou, entendem que o que aconteceu pelas bandas do sul não deveria ter ocorrido, foi um acontecimento extemporâneo, mas para o povo lá de cima, que está tão acostumado com a miséria, o que está contecendo é algo NATURAL, foi sempre assim e sempre será, só podemos remediar! Neste momento me vem à memória a canção de Gordurinha e Nelinho que, notabilizada por Luís Gonzaga, reforça o sentimento dos que têm os olhos azuis:
Súplica Cearense
Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar

Oh! Deus, será que o Senhor se zangou
E só por isso o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão

Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar

Desculpe eu pedi a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará

sábado, 30 de maio de 2009

Futebol Familiar...

O Brasil, por conta do seu processo de colonização, recebeu como herança para os "filhos deste solo" a marca da subserviência, a consequência desse "presente" é que tudo que é feito na metrópole, entende-se que é o modelo que deve ser seguido ao pé da letra, já que tudo que é feito lá é melhor, mais fino e muito mais organizado comparado com o que fazemos aqui! Quando a corte portuguesa, fugindo com as calças na mão da fúria de Napoleão, aqui se estabeleceu, houve uma apologia da nossa flora e fauna, exaltava-se o ambiente natural, porém essa mesma corte vestia-se como se estivesse na fria Europa! Depreende-se que em nenhum momento o colonizador, nem na necessidade extrema, abriu mão do seu modelo, do seu lugar!
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Leonardo, um neocolonizado, criado no Flamengo, hoje dirigente do Milan, ao ser inquirido sobre a situação dos times do futebol brasileiro foi taxativo, explicou que caso continuemos com essa estrutura, onde os grandes times são geridos, recorrentemente, pela paixão, nosso futuro será sombrio. Contudo via no modelo europeu de gestão uma possível saída para o nosso caos futebolístico! O que quis dizer com isso? Que nossos times também deveriam ter proprietários como lá na metrópole! Em linhas gerais, com o formato que temos hoje, seremos eternos exportadores de "matéria prima". Fazendo uma analogia bem canhestra com o período colonial, temos o que aconteceu com o ouro brasileiro que foi transferido para Portugal (e ainda tem besta que diz que português é besta!), nossas melhores pepitas estão saindo cada vez mais cedo da terra brasilis para jogar nas metrópoles européias!
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Na Itália quando os torcedores do Milan vibram com os gols de Kaká, Alexandre Pato e Ronaldinho Gaúcho, por consequência, também vibram com o sucesso e a riqueza da família Belusconi, não há como fugir dessa lógica aristotélica! Mas, diz Leonardo que, em última instância, quem decide sobre o futuro do Milan/Belusconi é a TORCIDA, por favor, não riam! Em outras palavras, isso quer dizer que são os torcedores que gerem as finanças daquela poderosa família! O que lhes parece? Fiquei pensando, só de sacanagem, se o Grande Vitória pertencesse à família Magalhães, cruz credo! Imaginem eu no Barradão gritando a pleno pulmões: "Bora, ACM NETO!" Como o Coiso é de segunda, por ironia e para rimar, seria comprado por aquela loja daquele cara chato que perguntava: "quer pagar quanto?!"
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Acho que em relação aos times isso talvez demore um pouco, porém em relação à seleção brasileira isso já é fato consumado, muito antes do que vocês imaginam ela deverá ser chamada Havelange! Desde que me entendo por gente, como dizia a minha avó, e olha que isso já tem mais de meio século, a família Havelange é quem manda no futebol brasileiro e é a dona/proprietária da seleção, que alguns trouxas teimam em chamar de brasileira! Já nem lembro há quanto tempo o genro de João Hevelange é o presidente da CBF! O curioso é que não vi nenhuma das grandes corporações midiáticas falar em ditadura, se fosse o Chávez! O que eu não sabia era que a neta do Homem, Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira, fosse a secretária administrativa da copa que será realizada aqui, em 2014! Faz pouco tempo que a dita cuja tinha uma griffe de bolsas, que mudança! Por isso, retiro o que disse, não é uma ditadura o que temos no futebol brasileiro, isso já se configura em uma monarquia! O futebol viveu trocentos anos sob a tutela de D. Havelange I, que abdicou a favor do seu genro D. Teixeira I, pelo andar da carruagem, dá para prever o resto da história, não é?
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Voltemos à nossa mania de viver sob a inspiração da metrópole. Já copiamos todos os modelos dos torneios europeus! As competições por aqui têm o mesmo formato das que se realizam por lá, tudo igualzinho ao que fazem os nossos antigos colonizadores! Viva a neocolonização! Agora quem diz a que horas meu time vai jogar é a novela de Dona Zizi Baptista, mãe do cantor de pagode Menino Ró, moradora da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador! Tudo leva a crer que muito em breve estaremos torcendo para times familiares, do tipo: Marinho, Moraes, Magalhães, Diniz! Não tenho nem dúvida que, como na Itália que torce para o time do dono e o dono do time, estaremos "brigando" com os torcedores rivais afirmando que vitória do E. C. Votorantim contra o Maluf F.C. foi injusta, o juiz errou ao marcar aquela penalidade contra o time do nosso querido Paulinho! Acharam surreal? Saibam que num país onde há senador, com mais de 60 anos, sem um fio de cabelo branco, tudo é possível...