sábado, 4 de dezembro de 2010

Que porra é essa?...

Está cada vez mais difícil andar pelas passarelas, estações de transbordo e afins na cidade da Bahia, tudo isso por causa do número excessivo de mercadorias, de todos os tipos, à venda sem critério algum. Encontramos de tudo o que se possa imaginar, em muitos momentos, torna-se perigoso transitar nos espaços citados sem o risco de um acidente grave, eu, que por acaso sou um desastrado contumaz, por pouco, saindo da passarela que liga o Iguatemi à rodoviaria, não esbarrei numa "churrasqueira" e seu dono, que sem cerimônia alguma vendia seus "petiscos" em plena estação de transbordo! Na verdade, a forma de a prefeitura de Salvador administrar o espaço dos ambulantes beira ao CAOS, o tal do governo popular é tão populista quanto Getúlio Vargas! Tudo é permitido e os incomodados que se mudem. Somado a tudo isso, tem a sujeira que campeia em todos os lugares, incluindo aí aqueles em que os alimentos são vendidos! É possível fazer uma analogia com o que aconteceu com os donos de barracas nas praias. Houve um tremendo estardalhaço com a retirada, uma desumanidade cuja comoção extrapolou os muros da cidade, o que ninguém comentou é que esses mesmos "trabalhadores" tratavam/tratam o espaço público como se lhes pertencesse, quem nunca ficou "emparedado" entre as cadeiras das barracas e uma minúscula faixa de areia por não desejar consumir nada nesta ou naquela barraca? Preconceituoso, eu? Então, observe se a prefeitura não utiliza dois pesos e duas medidas!
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Quem conhece a Bahia sabe que, por aqui, PORRA é tudo, menos porra! Usamos indiscriminadamente a palavra para tudo ou quase! Acho que sequer percebemos, nas nossas conversações, que essa palavrinha (ou PALAVRÃO?) dependendo das circunstâncias, pode ser substantivo, adjetivo, advérbio, interjeição, vírgula e ponto de exclamação, é só consultar o nosso dicionário de baianês, escrito por Nivaldo Lariú, que está tudo ali! O fato é que desde o dia 26/11/2010, um certo cantor(?) de nome pitoresco (Tomate) espalhou outdoors pela cidade! Que porra é essa, doido? Estamos na Bahia, porra, qualé outdoors? Tudo bem! O maluco, digo, o cantor, espalhou cartazes em pontos estratégicos da cidade conclamando os amantes da sua música a ouvir sua mais nova canção, Eu te amo porra. Por mais estranho e absurdo que possa parecer, ainda que por aqui absurdo tenha precedente, a danada da palavrinha causou estranhamento(?) em alguns doutos moralistas e/ou hipócritas da cidade! Não deu outra, a prefeitura (aquela mesma que permite a venda de alimentos sem nenhuma vigilância a céu aberto) a partir da SUCOM - Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município, censurou os cartazes! Para não perder a grande sacada, os responsáveis cobriram a PORRA do cartaz, (não o cartaz, e sim a palavra) e por fim colocaram reticências onde antes figurava a expressão mais baiana de todas! Por causa disso, só nos resta perguntar: que porra é essa, seu prefeito? Como pode Vossa Excelência censurar essa idéia legal para porra de Tomate? Eta, porra! O cara faz uma música da porra e o senhor quer estragar a porra toda? Porra, velho, olhe essa porra aí, Tomate também é pai de família e com a censura da sua música talvez fique fora do circuito e só possa cantar na casa da porra! O senhor sabe que fazendo isso lá vem a porra! Vai que Tomate e seus fãs resolvem picala a porra no senhor e as porra? Ói, sinha porra (senhor prefeito), acabe logo com essa porra, antes que os soteropolitanos da gema digam em alto e bom som, prefeito, vá pra porra!...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Zeca Baleiro e os "ouvidos moucos"...

Ter frequentado um barzinho que há em Florianópolis, muito interessante por sinal, pode ter sido a causa do meu problema. A casa de dois andares em que o bar funciona, sem recorrer de forma mais incisiva ao concreto e aço, não tem estrutura acústica para o tipo de música que fui "obrigado" a ouvir quando lá estive. Talvez um "voz e violão" caísse como uma luva naquele ambiente, mas tocar rock'n'roll é, sem sombra de dúvida, um atentado aos desavisados tímpanos que "passeiam" por lá! Falando em bom português, o que se pode dizer é que é uma "zoeira", ainda que o repertório seja de primeira qualidade! São muitos decibéis além do fisicamente suportável. O fato é que como esses efeitos são cumulativos, é provável que muitos daqueles que ficam "em cima" das bandas, que por lá vicejam, sejam vítimas de uma diminuição da suas acuidades auditivas progressivamente, mas que só vão perceber quanto estiverem "atravessando" o cabo da boa esperança, oxalá não seja tarde demais!
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Por ironia da história, passado um tempo de minhas "visitas" ao barzinho, comecei a perceber uns "sons" esquisitos no meu ouvido esquerdo. Era como se fosse uma repetição, um eco de tudo o que ouvia, só que meio "embaçado"! A sensação era insuportável quando passava perto de veículos com música "nas alturas"! Como temos por hábito a cultura da automedicação, não me fiz de rogado, comecei a usar Cerumin® achando que uma solução otológica resolveria o problema que já começava a me preocupar. Não resolveu, precisei de um especialista, no caso, só um otorrinolaringologista solucionaria o problema. Não havia dúvidas, o tamanho da especialidade do médico era proporcional ao tamanho do problema. Ele foi taxativo: "o tímpano direito está perfurado!" Repeti assombrado: "Perfurado, como assim? Mas não era o ouvido esquerdo que parecia com problemas?!" É que a sensação é invertida, se o problema fosse no esquerdo, seria no direito que sentiria o incômodo! A causa, ele disse, poderia ser desde a exposição a decibéis superiores à capacidade suportável, até o vício de "todos nós", isto é, coçar o ouvido com todo tipo de apetrecho: palito de fósforos, bocal de caneta! Vai me dizer que você nunca fez isso para resolver aquela conceirinha gostosa?!
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Depois de algumas dores impostas pelo especialista, vi-me completamente curado da minha "surdez" repentina, resolvi, então, testar meus "ouvidos moucos" com uma suave e tranquila noitada de MPB da melhor qualidade! Fui ver o "showzão" de Zeca Baleiro na bela e "calorosa" Curitiba. De saída, percebi que fiz uma escolha infeliz entre a opções oferecidas para assistir ao espetáculo: a pista, não, não foi uma boa escolha. Esqueci que os "gigantes", quando pulam, ficam mais altos ainda, impossibilitando os mais baixos, como eu,  ter uma visão razoável do palco! Porém esse não foi o problema principal, afinal, o mais importante era ouvir o artista, vê-lo podia ser algo secundarizado. Como dizia, não foi esse o grande problema. Para quem não sabe, desde o primeiro disco "Por onde andará Stephen Fry", Zeca Baleiro já sinalizava sua veia roqueira, quem há de esquecer da faixa Heavy Metal do Senhor daquele disco? Pois é, a sabedoria popular já dizia que "quem avisa amigo é."
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Lá estava eu "quente que estava abafando", como diria minha avó, quando ouço os primeiros acordes, para ser mais exato: "três pobres acordes" cuja descendência não apontavam para a MBP que fora procurar!? Como poderia um recém "operado" do ouvido mouco se jogar numa insanidade daquela? E se estourasse o tímpano de novo? Será que os dois suportariam mais de duas horas intensas de rock'n'roll? O som crescia na progressão geométrica do meu receio! Será que meus tímpanos iriam aguentar à exposição roqueira zecabaleiriana? Minha avó sempre dizia: "quem não ouve sossega, ouve coitado"! Se eu disser que o show foi ruim ou qualquer coisa que o valha, estarei sendo leviano. Foi sensacional! Uma noite e tanto! Não tinha sido a primeira vez que fora ver Zeca Baleiro, mas esta foi a primeira vez que percebi que, apesar das diversas fusões que há em sua música, o cara é roqueiro da ponta do pé até os últimos fios de cabelo da cabeça! Naquela noite, já amanhecendo, ao deitar para dormir, não tinha a menor idéia como se encontravam os meus tímpanos, o que percebia eram uns zumbidos  que me atanazavam o juízo acompanhados pela canção profissão de fé que ecoava dentro de minha cabeça: "fiz essa canção só para você, mas para quê? Se você só gosta de MPB e eu SOU PURO ROCK'N'ROLL", não se pode dizer que foi um ato falho, não é?...

sábado, 6 de novembro de 2010

Na Bahia, faz oito dias hoje...

Manuel Bandeira, poeta pernambucano, afirmou, certa feita, que a Bahia era mais bonita que Tarsila do Amaral!  A Bahia é linda e, sem falsa modéstia, dizer isso não deixa de ser redundante, porém como todas as mulheres, indecifrável! Na verdade, eu ia dizer um bicho estranho! No caso da Bahia, bota estranho nisso! Calma, feminista, Rita Lee falou que mulher é bicho esquisito! Pois fique sabendo que esse belo lugar exporta coisas que até os orixás duvidam! Diga-me, aí, quem compraria uma CAMINHÃO TODO FANTASIADO com um bando de gente em cima fazendo um barulho (axé) ensurdecedor? Pois é, demos a isso o nome de Trio Elétrico e conseguimos exportar para tudo quanto é lugar! Além disso, por mais estranho/esquisito que pareça, vai todo mundo atrás, do lado, na frente, pulando que nem pipoca, o que fez com que Caetano Veloso dissesse: "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu!" Como é baiano e tem cabeça grande, igual a Rui Barbosa, todo mundo acreditou!!
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Faz oito dias, andando, à noite, pela cidade de Salvador, deparo-me com um bicho estranho difícil de SER traduzido, para alguns lugares do país. Não, não posso dizer que aquilo que vi era um bar, ou, quem sabe, um boteco de beira de esquina, mas muito do que é consumido nestes estabelecimentos  havia no "lugar"! O fato é que seguia minha cúmplice de todas as horas, Manuela Cassia, quando esta fez um movimento repentino para a esquerda, o que para mim pareceu desnecessário, afinal, o melhor movimento, o menor caminho, era seguir em frente! Essa pequena falta de atenção quase me fez desabar em cima da "mesa" do...qual é mesmo o nome daquele "negócio"? Vou tentar explicar, se é que isso é possível! Acontece que alguns pontos de ônibus de Salvador viraram espaço comercial. Neste suposto passeio público, misturam-se gente, "churrasco", cerveja, monóxido de carbono, gato, cachorro, papagaio e o que mais vier! Tem lugar para tudo, até para sentar! Higiene? Calma, muita calma nessa hora, saiba que não ouvi ninguém reclamando ou qualquer coisa que o valha! Imagina uma cacetada de pessoas aglomeradas em torno de um grande isopor, fogareiro aceso, cebola cortada, grelha aquecida e enfumaçada, com uns "espetinhos" chiando na chapa quente, gente circulando aos montes, e teremos o quadro perfeito do que vi, naquela sexta-feira, à noite! Pensei cá com os meus botões: "será que estamos preparando mais um novo produto de exportação?" Quem sabe poderíamos batizá-lo de bar do ponto ou ponto do bar? Talvez, um ponto com um bar no meio ou um bar no meio de um ponto? Neste momento, já estou pensando em PATENTEAR a coisa esquisita, caro leitor, o que você acha? Vai que essa porra fica tão famosa quanto o trio elétrico, estou armado, é ou não é? 
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Esse pequeno dilema mostra como as coisas na  Bahia são um tanto quanto estranhas, haja vista que nossa semana tem oito dias. Não, leitor amigo, não estou ou sou maluco! Você, querido leitor de outras plagas, jamais, em tempo algum, ouvirá um baiano dizer, faz uma semana que nos vimos! Receberá pelos peitos a seguinte expressão, quando o tema da conversa for o tempo transcorrido de uma semana: faz oito dias...quando era criança e já aprendera a contar ficava confuso quando na semana seguinte ao invés de ouvir: hoje faz 16 dias, minha mãe dizia, faz quinze dias hoje!? Mas que matemática era aquela? Oito e oito não são dezesseis/Um mais um não são dois? O certo é que está tudo errado, inclusive aquele troço esquisito no meio das pessoas, servindo cerveja e churrasco no meio das fumaças! Por mais que soe estranho, fica difícil, até para quem domina a adição, dizer, sem constragimento, faz sete dias; segundo minha cúmplice de todas as hora, isso na Bahia é EMBLEMÁTICO! Mas nem tudo está errado! Mesmo nossa semana tendo oito dias, não machucamos a última flor do lácio (Bilac, viu?), em nenhum momento, pois sabemos que o verbo fazer, no sentido de tempo transcorrido, é impessoal, portanto, não fazem oito dias, faz oito dias, ainda que sejam apenas sete...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O circo midiático dos mineiros chilenos...


A tal da sociedade do conhecimento "descobriu" que existem pessoas que trabalham em locais insalubres, sem segurança, em condições precárias, que podem terminar encurralados, no fundo de um poço, correndo risco de morte e sendo observados como se fossem animais num zoológico! Como sói acontecer nos espetáculos televisivos, foi montado um verdadeiro "picadeiro" (não me perguntem quem são os palhaços) para a recepção dos mineiros, com direito à presença do presidente do Chile (o dono do circo, travestido de mágico) e a primeira dama (não era a mulher barbada, mas não ficava muito distante). Porém não foi só isso, houve também a presença das mães, esposas e afins, onde beijos e lágrimas eram servidos aos olhos de todas as platéias! Na verdade, tudo bem marcadinho como todo espetáculo deve ser, ou seja, com o tempo necesssário para que os espectadores se emocionassem e as palmas se repetissem ad nauseam! Tudo isso sem perder de vista o momento preciso para a entrada dos comerciais! Nada foi esquecido, até o nome da cápsula de resgate se enquadrava no espetáculo, sim senhor: Fênix II, os mineiros renasceram das cinzas! Trabalhador só vira notícia quando esta está associada à tragédia! A pauta de todos os dias passou a ser os mineiros chilenos presos a 700 metros de profundidade! As grandes corporações midiáticas sabendo dos nossos interesses voyeristas dedicaram horas a fio na transmissão da retirada dos (in)felizes mineiros do fundo do buraco! A audiência deve ter chegado às alturas, não fosse assim os canais de televisão não passariam a madrugada inteira detalhando cada subida da cápsula salvadora!
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Na busca desenfreada pelas lágrimas e a audiência, claro, o que vimos em quantidade cavalar, o dia inteiro, foram cenas patéticas! Não encontro adjetivo que melhor qualifique as imagens exibidas por todas as redes, desde o primeiro mineiro resgatado até o último! Houve até, como estão na moda os religiosos, comparação entre o número de trabalhadores, 33, e a idade de Cristo como razão para a sobrevivência deles! Momentos surreais na vida daqueles  indivíduos que trabalharam sempre em condições miseráveis, mas que, por conta do episódio, foram alçados à condição de celebridades. Suas "biografias" foram repetidas à exaustão, suas emoções foram trazidas à tona, mostrando que aqueles homens, verdadeiros heróis, sobreviveram à maior tragédia de suas vidas! Todos os ingredientes encontrados nos novelões global! Para um show como esse, é necessário um forte merchandising para pagar a conta! E isso foi aparecendo sutilmente, tendo seu ápice quando Franklin Lobos, o 27º a ser alçado à luz, recebeu de sua filha uma bola, o curioso é que ela estava vestida com um uniforme da mesma marca da bola, e tentou fazer embaixadas, não sendo feliz no seu intento, mas isso não era importante, o importante era que a marca do material esportivo tivesse sua exposição registrada para o mundo inteiro, o que, no fundo, no fundo, e essa é a grande ironia, mostra que neste espetáculo circense, os palhaços (os mineiros) não passavam de meros coadjuvantes! Percebe-se que nesta ópera bufa nada mais eram que suporte para a exposição de mercadoria na TV... 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

E os "vencedores" são: Tiririca e Marina Silva...

Nem o mais crédulo dos petistas acreditava na possibilidade de Aloizio Mercadante chegar ao segundo turno em São Paulo, como não chegou, mas isso foi por muito pouco e deve ter surpreendido a "todos"! Não tenho dúvida que se não fosse o apoio do "palhaço", essa possibilidade, que quase se confirmou, seria sequer pensada, não nos esqueçamos da força que os tucanos têm em São Paulo, estado que governam há quase 20 anos! Falo isso por conta da onda de hipocrisia que assola o país, depois da vitória de Tiririca à câmara federal! A tal festa da democracia tem os seus paradoxos: analfabeto vota, mas não pode ser votado, ou seja, tem capacidade de escolher, mas não pode ser escolhido!? O grande José Saramago disse certa feita: "O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever" No caso do "palhaço", ainda não se tem a prova de que não saiba ler e/ou escrever. Por outro lado, não vejo a questão de ser ou não alfabetizado  como fundamental para ser político no Brasil e alhures. Com o quadro de parlamentares que tínhamos/temos isso é  algo irrelevante! É bem provável que se fosse feito o mesmo exame, aquele que o MPE (Ministério Público Eleitoral) está pedindo ao "palhaço", com os  outros membros do congresso, muitos seriam reprovados inapelavelmente, ou alguém aí acha que os discursos, petições e afins são elaborados por eles?! Tiririca, um "inocente útil", com seus slogans toscos, descobriu que não existe melhor "emprego" do que ser parlamentar, afinal, só se trabalha duas vezes por semana com um salário para lá de "razoável"! Ademais, ainda alavancou votos não só para Mercadante, PT, como também, haja ironia, para Protógenes Queiroz, PC do B, ex-delegado da polícia federal, Vanderlei Siraque, PT,  e Otoniel Lima, PRB! Senhoras e senhores moralistas de todos os matizes, por que apenas exigir do "palhaço" que prove que sabe ler e escrever e não fazer o mesmo com todos os outros que estão chegando? Que tal a mesma receita para Romário, RJ, Marcos Medrado, BA, Paulinho da Força, SP, Renan Calheiros, AL, Valdemar Costa Neto, SP, Danrley de Deus Goleiro, RS...e tantos outros palhaços menos votados!?
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A outra personagem talvez  seja entre os candidatos que concorreram às últimas eleições, aquela que tem a mais bela história de vida, a que mais impressiona. Quem é professor sabe o que é alguém se alfabetizar aos dezesseis anos, não é fácil! Contudo não é só isso que causa admiração. A trajetória dessa senadora, lá do Acre, é um grande exemplo para qualquer pessoa, alguém que todos poderiam se espelhar pelo caráter ilibado! Em um congresso onde figuras como Sarney, Renan Calheiros, Heráclito Fortes (esse perdeu) dão o tom, ela não deixa de ser um belo contraponto. Sua passagem pelo PT e pelo Ministério do Meio Ambiente foram marcantes. Porém "há algo de podre no reino da Dinamarca"! Todos sabem que Marina Silva só saiu do ministério quase aos 47 minutos do segundo tempo, ou seja, muito da política ambiental do atual governo foi ela quem implementou! A saída do governo se deu por conta da queda de braço que ela terminou perdendo, caso isso não ocorresse, obviamente, ainda estaria por lá. Dizer que Marina Silva foi a grande vencedora das eleições 2010, que será o fiel da balança é não levar em consideração 9.603.594 votos nulos e brancos e mais 24.610.296 abstenções, o que dá um total de 34.213.890, ou seja, uma "votação" superior àquela do candidato Serra, que somou 33.132.283 votos! A mídia não quis manchar o "espetáculo" da democracia e subestimou a decisão dos "eleitores" que não optaram por nenhuma das candidaturas! A mídia alçou Marina Silva à condição de estrela e ela ACREDITOU por causa dos seus 19.636.359 votos! O certo é que tinha certeza que estaria no segundo turno, superestimando que os religiosos fariam a diferença, errou o alvo, mas não perdeu a pose! 17 de outubro será o dia em que a candidata do PV vai decidir quem vai apoiar. Se for coerente não apóia ninguém, já que apareceu como via alternativa. Se apoiar Dilma ou Serra será por puro fisiologismo! Pensar um ministério "diferente" do meio ambiente em qualquer das candidaturas é acreditar ingenuamente que  uma política séria sobre o meio ambiente seja possível sob os auspícios desse modo de produção chamado capitalismo...