domingo, 12 de fevereiro de 2012

Intimidade...


No coração da mina mais secreta, 
No interior do fruto mais distante, 
Na vibração da nota mais discreta, 
No búzio mais convolto e ressoante, 

Na camada mais densa da pintura, 
Na veia que no corpo mais nos sonde, 
Na palavra que diga mais brandura, 
Na raiz que mais desce, mais esconde, 

No silêncio mais fundo desta pausa, 
Em que a vida se fez perenidade, 
Procuro a tua mão, decifro a causa 
De querer e não crer, final, intimidade... 

José Saramago, “Os Poemas Possíveis"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ah, essas Mulheres II...

"Dizem que a mulher é sexo frágil, mas que mentira absurda. Eu que faço parte da rotina de uma delas, sei que a força está com elas, satisfaz meu ego se fazendo submissa, mas no fundo me enfeitiça." Estou na fila do supermercado, sintonizado numa rádio chamada Brasil Fm, ouvindo essa pérola dos anos 1980, composta e interpretada por Erasmo Carlos! Na verdade, ouvir homem falar de mulher é risível, se existe algo inescrutável, indecifrável, esse algo se chama Mulher, oh, dificuldade de entender essas criaturas! Porém cheguei a conclusão que um lugar-comum repetido por elas, é a mais pura das verdades: os homens são todos iguais! Somos óbvios, caricatos, inseguros, uns tolos, embora a grande maioria não assuma! Parafraseando Fernando Pessoa, pegamos todas, nunca apanhamos, chegamos ao absurdo de contar quantas passaram pelas nossas camas, vide Elton, Jogador do Corinthians, que já pegou mais de quinhentas! Renato Gaúcho também está neste time e outros menos famosos! Nunca vi ou ouvi em papo entre amigos que algum tenha levado corno ou ejaculado precocemente! Todos somos bons de cama! Existem alguns que conseguem dar cinco a dez em uma noite apenas, eu sei, a fisiologia não explica esses excessos, mas tem algo pior: eles acreditam!
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Se somos óbvios e patéticos, elas, por uma estranha ironia, têm o espírito materno elevado ao infinito quando o assunto são seus namorados e maridos, costumam ser mães dos seus parceiros, nem sei se percebem isso, querem que vistam a roupa que elas compram, usem os perfumes que elas presenteiam, e costumam se mostrar burras só para que seus parceiros não percebam que os burros são eles! Isso é tão verdade que eles acreditam que elas não estão entendendo nada! A natureza no aspecto sexual foi pródiga com as mulheres! Nós, os homens, não temos uma arma no sexo tão poderosa quanto elas! Não acredita? Qual é a maior insegurança do homem? Eles nunca sabem se elas conseguiram chegar ao orgasmo, é preciso que elas digam, não existe um sinal visível e palpável, como no nosso caso. Ah, meu camarada, como elas fingem! Tenha certeza que a sua já fingiu também e muito! Eu sei que você  não acredita em mim, afinal, você é o máximo, o verdadeiro Don Juan! E como acredita nisso! Existem os mais inseguros que perguntam se elas conseguiram assim que terminam de fazer ozadia! Agora me digam, caso esteja tudo bem com o casal, alguma mulher vai dizer ao seu parceiro amado e querido que foi horrível o sexo aquela noite e em outras também? Que não via a hora de tudo aquilo acabar? NUNCA! O espírito materno nestes momentos protege o homem não permitindo que sua autoestima saia pelo ralo! Homem não chora, é? Só se for à frente de outro homem para mostrar que é forte e destemido, como nos filmes de mocinho e bandido! Qualquer mulher já viu seu homem chorar,  eles choram e muito, principalmente, quando elas vão embora!
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Sei que algumas mulheres podem torcer o nariz para tudo o que disse até agora! Conheço algumas que dizem que não é bem assim! O mal é que por causa da nossa formação nas ciências humanas, negamos a biologia! Tudo bem! Que tal algo palpável? Tenho duas amigas queridas, uma já não vejo faz um bom tempo, a outra está mais próxima, o fato é que tudo o que disse acima, se encaixa como uma luva na história delas. Não quero com isso dizer que tenho dados empíricos e, com isso, afirmar que é/foi sempre assim. Não, não é sempre assim, não obstante, na maioria dos casos o comportamento é exatamente esse! Eliane, de tão lindos olhos, sensível, extremamente inteligente. Uma mulher belíssima, poderia namorar, casar, ficar, o diabo a quatro com qualquer sujeito, mas escolheu logo um brucutu de quatro costados. Quando estava longe do brucutu que achava que estava apaixonada, era criativa, inteligente, cheirosa, gostosa, uma delícia! Mas quando ele estava perto, não era a mesma pessoa, parecia uma idiota, fazia tudo para agradar e não deixar que o idiota percebesse que era ele o idiota. Para encurtar a conversa, precisou que o brucutu lhe acertasse um safanão no rosto, para que ela percebesse que aquilo que ela achava que amava só amava a si mesmo! Eliane saiu para vida, viu que o amor nada mais é que uma construção social, amamos quem queremos amar, simples assim! 
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Helena, a outra mulher dessa história, tive que esperar que passasse pelas suas cinco fases da dor para poder desabafar esses garranchos! Quando uma mulher é traída, recebe de "presente" a primeira fase, a raiva; nesse ínterim, é acometida de uma vontade incomensurável de esmagar quem está causando aquele sofrimento, produz muito radicais livres durante o processo. A traição tem o poder de fazer a pessoa passear pelos estágios da dor, diferentemente da morte em que se vai eliminando a fase a fase. A negação é a fase do, "não pode ser", "não acredito", para logo em seguida entrar na fase da barganha, tipo, "eu esqueço tudo, finjo que não fui enganada, em troca, volta para mim, por favor?" Como dificilmente o amado retorna, entra-se na fase mais perigosa, a depressão, não encontro um bom exemplo capaz de traduzir, mas geralmente, a dor é tão grande que, para amenizá-la, pula-se de volta para a fase um e recomeça todo o ciclo! Helena passou por esse sofrimento por longos e dolorosos meses! Ouvi seu choro, vi seu sofrimento, mas não existe nada que se possa fazer, isso não quer dizer que não tenha sentido vontade de matá-la quando percebia suas fases de barganha! Agora, Helena encontra-se na última das fases: a aceitação, dá seus primeiros passos em direção a novas experiências, sim, de todos os tipos, por que não? Quem sabe não encontra um sapo? Ela ainda não sabe que a melhor coisa que lhe aconteceu na vida foi ter sido traída, que ironia, não? Se livrar do peso morto que era o cara que achava que amava, do cara que levou nas costas como uma burra de carga por anos a fio, levantando sempre sua autoestima, entendia que era preciso fazer isso para que não desmoronasse, o coitado! Pois é, Helena ainda não sabe nada disso, mas vai descobrir, como já descobriu que quem morre sempre é o amor,  se é que em algum momento essa doce ilusão existiu... 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Carta aberta para a aniversariante Daniela A.A.


Salvador, algum dia de janeiro de 2012
Sob a (Ir)responsabilidade de Manoel dos Santos Gomes,
aquele que um dia foi seu professor.
Caríssima ex-orientanda, já faz algum tempo que não tenho notícias suas, o que não deixa de ser uma pena, não para você, talvez, mas com certeza para mim, (tudo bem, NÃO TENHO ORKUT, MSN, facebook et al, como se diz na academia, na verdade, me auto-exilei das redes sociais), saiba que existem pessoas que nem quero lembrar que elas existem ou passaram sob meus olhos, mas há outras, você com certeza está entre elas,  que quando me vêm à memória me trazem um contentamento infindo e uma saudade inexorável, e a razão não é porque estou longe de casa, são marcas que essas figuras deixaram em meu coração como se fora tatuagem! Quando soube que haveria uma homenagem e que poderia ser enviada por vídeo, exultei, porém logo percebi que minha câmera estava emprestada e (a propósito, quando ela volta para casa, Manuela?) que por essa via seria impossível. Então, foi-me sugerido que escrevesse e que uma emissária poderia ser minha porta-voz, oh, não perdi tempo e aproveitei imediatamente a oportunidade! Na verdade, era para você está me vendo/ouvindo agora, mas fui “substituído”, por razões de ordem tecnológica, como já expliquei. Porém, com certeza, alguém muito especial está lendo essas coisas para outro alguém muito especial, agora. Nestes longos quatro anos afastado da sala de aula e de alguns poucos amigos que fiz pela vida, (não sabia que sentiria tanta falta) de vez em quando me lembrava daqueles estudantes que estudaram (permita-me a redundância, aceite-a como se fora liberdade poética!) comigo e me ensinaram muito mais que eu a eles! Você se lembra que sua entrada na UESB, era minha saída de um AVC? Pois é, nosso encontro se deu nestas circunstâncias: eu fragilizado, quase sem energia, ao lado, na frente, sei lá, aquelas coisas todas que fazia nas aulas para provocar vocês, e, por outro lado, um bando de pessoas querendo beber o mundo de um só gole, sequiosas por saber como ensinar esporte a criança pequena e coisa e tal e tal e coisa! A ironia disso tudo é que eu adorava ir para UESB sabendo que aquelas pessoas estariam lá, pois a convivência com algumas figurinhas iluminadas me fortalecia. Neste momento, você deve estar cercada de pessoas queridas, numa felicidade plena e, provavelmente, a última coisa que desejaria era estar ouvindo todas essas coisas, prometo que serei breve! Olha, antes de encerrar esses mal traçados caracteres, queria pedir para guardar para mim um pedaço desse bolo aí perto de você, não sei se sabe, mas essa é uma guloseima que nunca deixei de gostar, lembra do bolo delicioso que fiz para nós quando fomos àquele evento em Guanambi? Mas voltando ao encerramento, soube que esse é seu aniversário de número 0, mulher nunca diz a idade, mas descobri, uma passarinha me contou! Seja bem vinda, Dani, espero que esse mundo seja tão belo e solidário quanto você, para que possa se sentir sempre em casa! Saiba que foi um privilégio ter te conhecido e ter aprendido coisas que agora eu sei, minha professora! Oxalá que além desse aniversário, comemore mais uns dois milhões? Quiçá, cinco trilhões? Não importa, que sejam muitos, mas que jamais em tempo algum esqueça que, assim como seus olhos, você é uma pessoa BRILHANTE e rara como um DIAMANTE! FELIZ NATAL e que felizes sejam todos os NATAIS que vierem e que VOCÊ renasça em cada um deles...Daniela A.A., dois beijos, Mano...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Feliz ano velho...

As paredes estão cheias de teias de aranha, os móveis todos cobertos, manchas de ferrugem em alguns utensílios, como aquele cantinho da torneira que insiste em pingar vagarosamente, por mais que tente detê-los, os pingos continuam sem parar! Esperem, é/era esse o verbo! Está tudo parado ou fui eu quem parou em algum canto daquele longínquo ano da graça de 2011? A casa, a princípio, parece a mesma, embora a solidão esteja em cada canto...não ouço vozes inquietas ou incomodadas, ninguém perguntou nada, absolutamente nada! Aliás, não foi bem assim, recebi um telefonema, direi que inesperado, no primeiro dia do ano que já não é mais novo, ou será que foi no segundo? Ah, que importância isso tem agora?! O fato é que o sujeito do outro lado da linha falou alguma coisa da casa, dissera ele que não batera nunca na porta, mas que passava em frente continuamente, observava as coisas, lia um pouco, depois ia embora! Eu jurara que nunca mais voltaria a colocar qualquer adereço naquela casa, não por mim e nem por aquelas que me visitaram ao longo dos anos! Jurara que não adornaria nunca mais a casa por conta do que acontecera com um blogueiro de Santa Catarina. O nome do camarada era Hamilton Alexandre, apelidado o Mosquito. O sujeito que denunciou um caso de estupro em Florianópolis, envolvendo o filho de um diretor da poderosa RBS, afiliada da Globo no estado de Santa Catarina, como num passe de mágica, fora encontrado morto em seu apartamento em Palhoça, no dia 13 de dezembro de 2011! Suicidou-se com um lençol, que forma mais BÁRBARA de acabar com a vida, não? Seria mais fácil e menos doloroso enfiar um punhal no coração, não é mesmo? Um suicídio muito parecido com o de Vladimir Herzog, não só na forma, como nas justificativas das autoridades policiais...Coisas como essa continuam sendo jogadas na vala do esquecimento e olha que não estamos mais em 1964, estamos?! É preciso que se diga: somos todos cúmplices com o nosso silêncio! Continuamos fingindo que está tudo bem, mandando mil mensagens de boas festas, agora em forma de SMS, o popular torpedo, desejando Feliz Natal, Feliz Ano Novo! Ato contínuo, podemos sair para ver a queima de fogos que abrem o ano novo brincando, parafraseando Los Hermanos, que somos felizes como nossos narizes pintados! Tem alguma coisa errada com a gente, sim! NÃO, antes que me digam, NÃO, NÃO foi sempre assim...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Torcida não ganha jogo...

No último final de semana, nas séries A e B do campeonato brasileiro de 2011, aqui na chamada "boa terra", essa constatação, MAIS UMA VEZ, se mostrou de forma objetiva e clara. Torcida NÃO GANHA JOGO, serve meramente para dar o "colorido" às transmissões televisivas, quando menos, cantar o hino nacional a plenos pulmões, vide o jogo da seleção de Ricardo Teixeira, em Belém/PA (as mídias estimulam o patriotismo nosso de cada dia dizendo que a seleção é brasileira enganando incautos torcedores). No fundo, bem lá no fundo de suas consciências, se é que torcedor sabe o que é isso, aqueles que lotam os estádios sabem que sua "energia" não passa de uma grande ilusão, mas, é aí que entra o grande paradoxo, se realmente o torcedor conseguisse ter consciência que representa muito pouco no resultado final da partida, não gastaria sangue, suor e lágrimas, torcer é uma coisa que não pode ser racionalizada, caso isso aconteça, nós, os torcedores, perceberíamos como somos idiotas! Se torcedor pensasse perderia aquilo que os promotores do futebol, estrategicamente, chamam de magia! Na verdade, torcedor é um sujeito tonto, abestalhado e alienado, literalmente falando e, se assim não fosse, o espetáculo do futebol acabaria, perderia a "graça", vocês acham que estou mentindo? Analisemos friamente nossas atitudes quando estamos envolvidos no transcorrer de uma partida de futebol. Vejamos, quantos de nós não acreditam que certos "objetos" têm o poder mágico e SOBRENATURAL de fazer com que nosso time vença? Uma camisa? Uma sandália? Aquele tênis da sorte? A cueca verde, não pode ser azul, de jeito nenhum! Aquela bermuda que todas as vezes que fomos, ganhamos? Colocar o nome do time adversário na geladeira ajuda? E tantas e tantas outras que nos fizeram ganhar aquele campeonato? Vivemos acreditando que fazemos a diferença, que somos o 12º segundo jogador, embora quando estamos retados, os onze são uns verdadeiros mercenários! Saibam que se torcida ganhasse jogo, todo ano Flamengo e Corinthians seriam campeões! Torcedor é um simplório colecionador de amuletos que dão sorte ao seu time do coração, a propósito, será que perdemos sábado para o São Caetano porque só coloquei meu relógio vermelho e preto depois que o jogo começou?
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Lembro-me que estávamos no "estacionamento da birita", próximo ao Barradão, eu, Manuela e Ró, logo depois de uma grande vitória, quando um ex-colega de curso, chato, por sinal, todo cheio de razão afirmou: quando eu venho o Vitória não perde! Ró e Manuela me olharam com um riso de escárnio na ponta dos lábios e eu, de sacanagem, fui logo dizendo: Porra, Luciano, precisamos ganhar para continuar na primeira divisão, você está intimado a vir no próximo jogo, aqui no Barradão, não se esqueça que não podemos nem empatar, se isso acontecer, vamos cair para a série B, caso não tenha dinheiro, nós pagamos seu ingresso! Ele riu, nós rimos e contentes com a vitória daquele dia continuamos comemorando! Contra o Atlético de Goiás só a vitória interessava. Estávamos no mesmo estacionamento, lógico que diferentemente da situação anterior, todos macambúzios e sorumbáticos porque não conseguimos sair do zero a zero, sem contar que as melhores oportunidades de gol foram do adversário! Eis que aparece ninguém menos que Luciano. Eu estava tão retado que nem percebi sua presença, mas o sujeito não escapou dos olhos astutos e maquiavélicos de Ró, que foi logo dizendo: professor, olha quem vem ali, não é Luciano?! Imaginem a cara do sujeito quando nos viu? A tristeza perdeu o lugar, momentaneamente, para a ironia! Luciano não sabia o que dizer, perdeu a pose, toda sua "energia" não foi SUFICIENTE para impedir que caíssemos, em pleno Manoel, para a segunda divisão! Você pode estar se perguntando: espera aí, esse cara não se perdeu, falando o bom português, não há uma digressão aqui? Não minha cara, meu caro (hoje, não estou perdendo de vista que a língua é machista!), era uma ilustração para mostrar que nós, os torcedores, somos uns patolas! Acreditamos que somos decisivos para o time que torcemos. A energia que mandamos das arquibancadas é o elemento que nos garante a vitória. Pois é, não foi bem isso que aconteceu no último sábado, para ser mais preciso, o fatídico 19/11/2011. Tudo estava a nosso favor, o "time" que jogamos contra não tem torcida, nem no ABCD, Santo André, São Bernardo...imagina no Barradão! O estádio era todo nosso, o adversário não tinha um único torcedor, era o penúltimo tijolo para o acesso à primeira divisão! Dizem que tinham trinta e oito mil pessoas no Manoel, e olha que lá só cabem trinta e cinco mil! A aparvalhada torcida  do coiso vibrou intensamente com a nossa desgraça! O presidente de "lá eles" mandou até mensagem, via Twitter, para o técnico do São Caetano, Márcio Araújo, felicitando-o pela vitória, não nos esqueçamos que o referido presidente ainda deve uma grana àquele treinador! Mas, como torcida não ganha jogo, trinta e dois mil e cento e cinquenta e sete pagantes viram, no dia seguinte à tragédia do Barradão, nosso co-irmão tomar de dois do Palmeiras, em pleno Pituaçu! Que delícia!! Diria o gago torcedor: que magavilha! Viram, bamorosos, nada como um dia após o outro! Por mera precaução, ante a salvação do final de semana, para nós, os rubro-negros, procuramos impedir que Ró, empolgado com a derrota do coiso, saísse pelo bairro da Fazenda Grande do Retiro saltando foguetes,(coisa que já lhe rendera a alcunha de FOGUETEIRO!) como o fizera aos 23 minutos do segundo tempo no jogo do querido co-irmão contra o São Paulo; é preciso que se diga que foi, apenas, por precaução, afinal, nunca, cruz-credo, fomos supersticiosos...