segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Uma noite, uma linda mulher*...

Saí do barzinho, por um brevíssimo momento, com o intuito de saborear calmamente meu cigarro, quando, de súbito, percebi que não era o único dono daquela noite. No espaço reservado aos proscritos e viciados, uma linda mulher parecia esperar para me fazer companhia. Por uma questão de fidelidade, é preciso que se diga que, tendo apenas a luz do luar a nos afagar, era possível vislumbrar seus lindos olhos amendoados e transgressores como um beijo de língua! Será que o destino estava querendo me pregar uma peça? Esse fora o pensamento que me veio à cabeça em razão da situação oferecida! Entendi que era melhor não racionalizar, por que não me deixar envolver e viver intensamente a situação que me descortinava ao invés de me tornar refém da lógica, buscando explicação para o inexplicável? À primeira vista, o fato ímpar de sermos fumantes nos fazia cúmplices, quase amantes, afinal,  nestes  tempos de exclusão, o consumidor de cigarros é execrado de quase todos os espaços de convívio, tornando-se quase um pária! Pensava em tudo isso ao observar a imagem que se impunha às minhas retinas fatigadas pela presbiopia! O que posso dizer é que o fascínio por mulheres de olhos repuxados me dizia que encontrara uma mulher especial e, em razão disso, as estrelas festejavam o acontecimento banhando-nos   intensamente com suas fulgurações! Aquela era uma noite em que a sorte parecia me sorrir, por ironia da história, tinha exatamente o que aquela mulher estonteante desejava: fósforos! Eu sei que você deve estar se perguntando: "fósforos, mas como?" Compreendo sua estupefação! Justamente porque num tempo em que estamos cercados pela tecnologia em todos os poros, um isqueiro seria muito mais apropriado e preciso, porém, espero que compreenda, só o fósforo traria a elegância e sofisticação, como num film noir, que aquele momento mágico exigia! Fogo, foi o que lhe perguntei, ela aquiesceu. A chama fez com que nossos olhos se cruzassem criando uma atmosfera de intimidade e sedução, não havia como negar, fora arrebatado pela paixão! Ato contínuo, seus lábios vermelhos foram iluminados pela queima do cigarro desencadeando em mim um turbilhão de desejos inconfessáveis! Não sei explicar o que acontecera, mas de um momento para o outro, eu que sempre fora o mais tímido dos tímidos, vi-me falando de tudo e mais um pouco, inclusive das minhas peripécias sexuais como se isso fosse a coisa mais natural do mundo! Queria impressioná-la, é certo, e me mostrava um amante louco e desvairado! Cheguei ao cúmulo do absurdo ao dizer que estava entre aqueles que localizavam facilmente o ponto G de uma mulher e que poderia lhe dar esse prazer! Ela, quase às gargalhadas, me perguntou o que me levara a pensar que não o atingia continuamente? Tentando não me mostrar desconcertado com o riso e a resposta, apelei para aquilo que confirma tudo, incluindo aí muitas aberrações, a tal da ciência! Disse-lhe que estava provado cientificamente que a forma como o fumante segura o cigarro demonstra o quanto é feliz sexualmente e do jeito que o segurava denotava o quanto estava insatisfeita! Você é gaiato ou o quê? Fora sua resposta voraz. Sou mais ou menos escritor, e você, perguntei. Prostituta! Engoli em seco. O que isso significa? Que as pessoas pagam para transar comigo, eis meu telefone e meu website, mas, por favor, não tente nos finais de semana, ando muito ocupada! Estupefato e sem saber o que dizer, li cada uma das linhas do cartão que ela me entregara.  Notando o meu total desconforto, abraçou-me e deu-me um longo e saboroso beijo, desaparecendo da mesma forma que aparecera, não sem antes, com uma sutil piscadela, dizer: me ligue...
*Inspirado no filme Nova York, Eu te amo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Trote, calouros e afins...

Muito já se escreveu sobre o assunto  "trote e suas mazelas" e, provavelmente, muito ainda será escrito. Entendemos que algo que poderia inibir, quiçá, diminuir sua incidência, a morte de alguns estudantes, não logrou resultado pois os trotes continuam acontecendo sem resistência dos que fazem parte, significa que provoca o mais do animal que fomos um dia(?), a volta aos tempos das cavernas! Todo ano tem Enem/vestibulares, logo, milhares de estudantes ávidos por passar por constrangimentos e, sem-cerimônia, serem achincalhados, são incorporados às universidades. Temos aí um ciclo vicioso, aquele que um dia já foi calouro espera ansiosamente pelos seus "bixos" para lhes devolver na mesma moeda ou quem sabe até em moeda mais cara(perversa) tudo aquilo que recebeu dos seus veteranos quando foi submetido ao seu rito de passagem!
.
Quando ingressei na universidade fui submetido a dois trotes indolores e, de certa forma, hilários. O certo é que não chegou a arranhar ou machucar ninguém, talvez alguma "alma" mais sensível tenha se sentido incomodada, mas os que tenho visto por essas plagas e alhures têm tudo para deixar marcas indeléveis. Falando do primeiro, aconteceu no segundo ou terceiro dia de aula, se não me falha a memória; um grupo de estudantes pediu licença ao professor para conversar com a turma sobre um projeto contra a pobreza, sequer sabíamos que se tratava dos tais "veteranos". Falaram mais ou menos dez minutos sobre as obras assistenciais da Irmã Dulce, figura emblemática da caridade na Bahia, viva ainda, naquela ocasião. Disseram inclusive que o professor já havia contribuído, momentos antes, fora da sala, o sacana aquiesceu balançando a cabeça. Nós, os calouros, cheios de amor, "doamos" nossos dinheiros achando que estávamos contribuindo para a diminuição da miséria e, de alguma forma, tranquilizando nossas consciências!  Eles saíram e nunca mais os "vimos". Cada um soube, a sua maneira, que fora "trotado"! No meu caso, meses depois, encontrei um deles na cantina e, talvez para mostrar que fizera uma doação, perguntei como estava indo o projeto recebendo pela cara uma estrondosa gargalhada!
.
O segundo foi ainda mais cômico. Logo na primeira semana de aulas, fomos recebidos pelo Diretório Acadêmico, mas sem essa de ficar todo pintado e sujo ou sair naquela fila estúpida que os "bixos" são "obrigados" a fazer ou os diversos constrangimentos que fazem parte do ritual de ingresso; sem a exposição vergonhosa que a cada semestre vemos nos semáforos dessa cidade chamada Jequié! Não, os veteranos depois de nos ter situado como funcionava a universidade, avisaram que teríamos de contribuir com determinada quantia para a confecção da carteira do D.A. e mais uma foto. Os caras foram tão convincentes que minha turma "coçou" o bolso sendo responsável pelo "patrocínio" da festa realizada em homenagem à calourada. A sacanagem é que nossas fotos foram transformadas em cartaz com uma inscrição de agradecimento por sermos aqueles que "doaram" as cervejas! Nada mais que isso. É escroto? Sim, mas  nada desabonador, não precisamos ficar sujos, bêbados, ridículos e pintados pedido dinheiro a estranhos no "sinal fechado"!
.
O trote é ilegal, ninguém é obrigado a participar e nem será punido caso se recuse a fazer parte da "festa", os responsáveis podem parar na cadeia! Porém se isso é verdadeiro, por que, então, todos os anos milhares e milhares de novos universitários se submetem a esse ato constrangedor, feroz, violento e algumas vezes mortal? Por que as ações retratadas nas fotos que ilustram essa crônica vêm se repetindo anos a fio? Por esses lados, houve uma oportunidade em que o colegiado de um curso resolveu se antecipar às ações humilhantes do trote. Convocou os professores para conversar com os novos estudantes, mostrar-lhes as disciplinas em que trabalhavam, em linhas gerais, situá-los no tempo e no espaço. Eu estava feliz por estar ali e com a ideia do encontro. Terminada as falas dos professores, abriu-se para a manifestação dos estudantes. Um que estava na primeira fila, fez a pergunta mais inapropriada, depois de tudo o que conversamos: "quando é que vão nos pintar e vamos para as sinaleiras? É provável que você que lê essas linhas deve achar que estou mentindo, não, não é possível que depois de tudo o que os professores falaram, incluindo as ações desumanas do trote, alguém ainda fora capaz de pedir para ser vilipendiado e achar que aquilo tudo fazia parte do seu ingresso no ensino universitário. Foi assustador.
.
Pensei que só os obtusos fossem capazes de fazer um pedido desse. Porém, hoje, passando no semáforo, vejo com uma espécie de lata na mão, toda pintada, de "shortinho", uma estudante conhecida pedindo dinheiro, ela não me viu, o sinal abriu antes de chegar a mim, ainda bem, seria constrangedor. Trabalhamos um semestre inteiro juntos, pelo visto ela trocara de curso, mas isso não é um problema, muito pelo contrário. O que me deixou perplexo foi aquela menina aceitar fazer parte daquele circo. Como pode uma pessoa extremamente inteligente se submeter a ações tão estúpidas, na verdade, uma vulgarização da mulher? Fiquei me perguntando se tudo o que discutimos sobre "o seu corpo - essa casa que você não mora" fizera algum sentido ou fora apenas mais uma tarefa como aquela que fazia agora sob o sol escaldante no semáforo do "Buffet Marlene Marinho"? É, parece que não são apenas os obtusos que se deixam imbecilizar...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Eternamente...




O impacto que causaste às minhas retinas, ainda nem tão cansadas, naquela noite, sobre o mundo, onde trocamos o primeiro beijo, tendo a lua como cúmplice delatora, assemelha-se ao equilibrar-se de um bêbado sobre cordas entre os rochedos de um mar sem fim...
.
A luminosidade foi tão intensa que me não permitiu vislumbrar qual o matiz dos teus olhos, seriam cor de avelã?...
.

Ato contínuo, percebi o quão era louca a minha sanidade, neste caso, salvação não mais haveria já que embriagados olhos meus naufragaram nas vagas profundas dos teus...
.
Fugir já não poderia da sua volúpia...nas entrelinhas da tua nudez, estava escrito em letras garrafais: decifra-me ou te devoro...a esfinge se atirou no precipício e tu nunca mais saíste de mim...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A teoria na prática é outra?...

Olhar o horizonte e observar, pelo contar das horas, que o "pôr do sol" se aproxima é tão natural e óbvio que nos deixa tranquilos e à vontade, no fundo, no fundo, dizemos convictos das nossas certezas: "tudo está no seu lugar, graças a Deus". Eis como o aparente nos desafia, será que é isso mesmo que vejo ou apenas ilusão? Na realidade, quando consideramos essa "verdade absoluta" como óbvia, estamos vivendo a realidade do século II. Cláudio Ptolomeu, um egípcio que era grego, afirmara que a terra era o centro do universo, a igreja tornou isso um dogma; ora, para ele a terra era estática, enquanto o sol girava ao seu redor, contemplando sua nudez deliciosamente avassaladora, não, isso ele não disse, quem disse fui eu! A cosmovisão de Ptolomeu perdurou por quase 14 séculos, foi Copérnico quem disse não ao geocentrismo, estático era o sol, corroborado por Galileu e, posteriormente, Kepler acrescentou que os planetas não giram em círculos, e sim em elipses. Se convidássemos alguém para ver o "pôr da terra" seriamos tachados de loucos, mas  loucos são vocês que continuam enxergando com os olhos de Ptolomeu!
.
Tudo isso para dizer que é preciso mais do que aquilo que os os olhos veem para que possamos enxergar, o simples olhar não nos permite ir além da aparência, claro está que, se a mera aparência fosse suficiente para desvelar a realidade, a ciência não teria nenhuma utilidade. Somos enganados e a grandiosidade do acontecimento, na maior parte das vezes, nos cega, quem há de negar o quão é encantadora aquela tonalidade áurea no cair na da tarde no Porto da Barra, na terra de Jorge Amado? Acho que um evento como esse faz com que as pessoas afirmem que a teoria na prática é outra, mas será isso possível? E a empiria, que papel representa quando se fala em teoria e prática? Realmente teoria e prática estão desassociadas como querem nos fazer crer alguns pesquisadores? Existe mesmo entre elas a conjunção aditiva e?
.
Ouvir alguém, que supostamente conhece os meandros da pesquisa, dizer: "a teoria na prática é outra", não deveria, mas me deixa constrangido, justamente porque os discípulos dessa pessoa vão perpetuar essa dicotomia ad nauseam, ad aeternum. Ora, se você que está constantemente tentando sair do terreno das aparências, já dispõe de uma série de ferramentas que põem em xeque as certezas que o olhar quer demonstrar, ao fazer dessa afirmação uma profissão de fé nega tudo aquilo que você produziu. Vejamos. Tenho um filho e estudo a Educação Infantil e, sem levar em consideração tudo que já foi produzido a respeito, digo que a teoria na prática é outra, não só estou desrespeitando aqueles que se debruçaram na constituição desse objeto, mas negando tudo aquilo que eu mesmo produzi, neste caso, inapelavelmente, transito no terreno do senso comum, sim, para que Wallon tivesse nomeado de impulsivo-emocional a primeira parte da vida da criança, que vai de zero a um ano, mais ou menos, ele não se baseou apenas naquilo que os olhos dele viam, foi preciso todo um arcabouço, que é teórico/prático, todo um estudo longitudinal, se isso não ocorrer, se não fiz uma análise rigorosa do fenômeno, sem perder de vista que existo porque penso, então vou terminar afirmando que a teoria na prática é outra; são irmãs siamesas, porque para que uma exista a outra tem que estar presente, senão não estamos falando nem de uma nem de outra, se a teoria na prática é outra, meu estudo, minha tese, o que quer que elabore, não passou pelo rigor exigido para tal, portanto, digno de ser rechaçado por quem quer que seja, aliás, se isso ocorrer, não tenho uma tese, tenho um simulacro, porque a teoria não pode ser outra na prática... 
 

sábado, 10 de outubro de 2015

A culpa das crises do "sistema" é de quem?...

Muitos não sabem, justamente, porque quem poderia lhes ensinar, não tem nenhuma vontade de fazê-lo, para esses é muito mais interessante que aqueles levem "vida de gado", o fato é que entre uma crise e outra, sob o modo de produção em que vivemos, há um ciclo econômico com quatro fases bem demarcadas: a crise, a depressão, a retomada e o auge. Quando a fase em evidência é a crise, "caminhando" para a depressão (ou recessão, que é considerada uma depressão menos destrutiva), somos bombardeados diariamente com explicações de toda a ordem, os arautos tentam nos fazer crer que se fosse seguida determinada fórmula, muito claramente não estaríamos em situação tão grave. O interessante, nestes momentos, é que alguns dos que têm a solução perfeita para a saída da crise já foram até ministros e, quando estiveram frente ao problema, não fizeram nada daquilo que agora estão apregoando, dirão esses sábios enganadores: "mas a situação agora é diferente!" Os oportunistas de plantão aproveitam que o desemprego, a alta dos preços, a inflação estão batendo às portas para sugerir medidas paliativas, que lhes favoreçam, direcionando a opinião pública na caça ao culpado ou culpados! Estamos nessa situação, explicam, por erro do governo na condução da economia! Não dizem, ou fingem não saber, que esse é um fenômeno inerente ao modo de produção capitalista. Assinalam que se fossem tomadas medidas antecipatórias a crise não se materializaria, ou, em última instância, seria muito mais branda, "uma marola"! Em momento como esse, há uma atenção desvairada às estatísticas, onde são comparados tempos e espaços diferentes, na tentativa de justificar certas soluções mirabolantes, porém, é preciso que se diga, "a crise é constitutiva do capitalismo: "não existiu, não existe e não existirá capitalismo sem crise", confirmam José Paulo Netto e Marcelo Braz.
.
Já não voto há muito tempo, prefiro pagar multa ao TRE, assim sendo, jamais em tempo algum daria ouvidos às sandices de quaisquer dos políticos que posam de salvadores da pátria, entre eles, Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso e seguidores, na realidade, estamos envolto em uma crise porque escolhemos errado, se eles estivessem à frente do governo, podem ter certeza, é o que dizem os seus discursos, estaríamos navegando em mar de almirante, isso também pode ser dito sobre os "neo" salvadores, incluam aí a senhora Marina Silva e sua "rede"! Sim, todos eles e ela prometem soluções dentro de algo sem solução. Cabe para esses caçadores de culpados a paráfrase do axioma do personagem House, daquela antiga série de TV. Todos mentem quando dizem que, se eleitos fossem, o país estaria assim e não assado, como o faz reiteradamente o ainda "tucano" derrotado por vocês! Falo em "ainda tucano" em função da sua cartada desesperada para ser o candidato do seu partido o PSDB nas eleições presidenciais de 2018, para isso, vem tentando convencer os incautos que todos os problemas do mundo, inclusive, permitam-me a ironia, a insolvência da Grécia, o desemprego na Espanha e em Portugal, a fuga dos imigrantes em direção à Itália, Inglaterra e Alemanha..., tudo é de responsabilidade de Dilma! Caso o tiro saia pela culatra, ou seja, o escolhido do partido seja Geraldo Alckmin ou qualquer outro, é bem provável que esse "salvador da pátria" deixe de ser "tucano" e busque um partido que acredite em sua "popularidade" e força nas urnas, quiçá, o DEM!
.
Quando digo que mentem todos, não é sem razão. Observem que não explicam em momento algum os mecanismos que regem esse modo de produção que sobrevive da exploração do trabalho e do lucro. Eles sabem, Marina, Aécio ou qualquer outro que, caso fossem "o gerente do Estado", não seria muito diferente do quadro que temos hoje, suponho que Aécio Neves, se eleito fosse, isso é muito do seu estilo, "jogar para torcida", diria que a crise fora ocasionada pela administração nefasta de Dilma, usaria como exemplo, o "mar de tranquilidade" que Lula navegou depois do governo de FHC! Afirmo que jamais diria a verdade, como todos os políticos fazem. Não explicam as verdadeiras razões, não detalham as questões econômicas para que todos compreendam, por exemplo, o que é mesmo um  ciclo econômico? Como se engendram os mecanismos que sustentam o sistema? Por que as crises são recorrentes? Caso Aécio e seus seguidores conseguissem o impeachment quem assumiria? Ele? E se isso ocorresse, falando em democracia burguesa, poderíamos chamar de golpe? E em sendo golpe, poderíamos ter de volta os militares ao poder? O que querem aqueles que chamo de oportunistas? Verdadeiramente, desejam que a atual administração seja retirada lá do Palácio do Planalto com um plano para assumir o governo ou já estão em campanha para as próximas eleições e quanto mais fumaça conseguirem levantar melhor será para as suas pretensões presidenciais? Desde sua primeira crise em 1825, que esteve restrita à Inglaterra, passando pela de 1929, que foi catastrófica para todos, e a de 2008 que por muito pouco não quebrou o sistema financeiro internacional, até a que estamos vivendo agora, sem contar as "marolinhas", nenhum economista que se respeite ousou afirmar que modo de produção capitalista e crise não são duas faces da mesma moeda, se assim o fizesse estaria mentindo descaradamente, neste caso, não seria mais um economista sério e sim mais um político em campanha...