sexta-feira, 15 de junho de 2007

Cláudio Assis, um brasileiro que incomoda...

"Quem não reage, rasteja!" Essa frase, dita de forma apaixonada pelo cineasta pernambucano Cláudio Assis, diretor do aclamado "Baixio das Bestas", mostra que existem pessoas fazendo cinema para além da formatação do consumo, outrossim que temos que acreditar em nossa potencialidade, o cinema brasileiro não precisa viver submisso ao modelo industrial hollywoodiano! Cinema é muito mais que mero entretenimento, é para meter o dedo na ferida e é isso que esse brasileiro faz de forma intensa e avassaladora! Não quer falar sozinho, mas não quer subserviência, quer a reação do outro, afirma que viver sem perguntar o porquê das coisas é viver vida de gado! Precisamos reagir! Neste seu segundo longa, anuncia com todas as letras que é um cineasta que quer discutir os problemas brasileiros, sem ocultar nada, é favorável à "fratura exposta"! O jeito de falar, as provocações que faz podem chocar àqueles que adoram a pasteurização da cultura brasileira, que vivem a vida à margem da história!
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O impacto de seu primeiro filme, só foi minimizado por algumas manifestações do diretor, por não "entender" certas atitudes de elementos que julgaram seu "Amarelo Manga"! Exemplo disso aconteceu naquele Grande Prêmio TAM do Cinema Brasileiro, em 2004, cujo vencedor foi "O homem que copiava" de Jorge Furtado; seu filme levou apenas a fotografia. Naquela noite, num rompante quando Babenco subiu ao palco para receber o prêmio pela co-direção, chamou-o de imbecil, criando um certo "embaraço" com essa atitude, mas dentro da hipocrisia social que premiações desse tipo oferecem, quem diria aquilo, mesmo que sentisse vontade? Pois é, esse brasileiro quer fazer cinema que "respire" e diz em alto e bom som: "eu não faço concessão a nada nem a ninguém". O filme de Assis tem o cheiro do Recife, tem o cheiro do mundo, não há nenhuma relação com o formato da Globo Filmes cujo objetivo final é levar a novela das oito para a telona!
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Ouvir Cláudio Assis falar de cinema, é ouvir alguém que pensa e faz arte para além da caixa registradora! A cultura discutida sem vinculação com o consumo puro e simples! Neste sentido, o diretor fez algo que derruba as teses que hierarquizam a arte, colocando-a no lusco-fusco erudita e popular! Promoveu uma sessão e, diferente dos R$ 18,00 reais cobrados pelos cinemas da vida, cobrou apenas 1 real, é isso mesmo, apenas um real...treze mil pessoas foram assistir o "Baixio das Bestas"! E ele ainda ironizou: "se fosse de graça, dobrava!" Pensando bem, fala-se que o povo não gosta de música clásssica, teatro...como pode gostar se não é possível pagar! Num cálculo aproximado, chega-se a conclusão que para assistir a um filme, o sujeito gasta em média, se levar a companheira, R$ 60,00 reais; para quem ganha R$ 380,00 reais, isso representa cerca de 16% do seu salário, imaginem aí, gastar esse percentual em apenas um final de semana e só no lazer! O que podemos depreender do fato? Simples, o sujeito não tem acesso, portanto, as teses hierárquicas vencem sempre! Coisas ruins são feitas e coloca-se o rótulo de popular! Fica mais fácil conversar com as "minorias" se essas não têm poder de escolha, dando-lhes aqueles "filmes" da Xuxa em doses cavalares, tirando-lhes qualquer possibilidade de comparação e escolha...O cinema de Assis não rasteja, muito pelo contrário, reage, coloca na mesa da classe que dirige e determina o cheiro fétido que vem das entranhas da sociedade, desnudando a hipocrisia e subserviência que grassam na arte e cultura brasileiras...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Vavá, o "simplório"...

Dizem as más línguas que nestes tempos, tempos dos homens rápidos, não mais existem bobos! Levando essa lógica ao extremo, poderíamos dizer que hoje quando as crianças nascem já começam a andar! Brincadeiras à parte, fomos "surpreendidos" por mais uma das operações da polícia federal; como a instituição traz sempre um nome sugestivo, neste caso, não foi diferente, chama-se xeque-mate! Não somos os primeiros a dizer isso, mas como o alvo da operação são as máquinas caça-níqueis, não se percebe nenhuma relação com o jogo de xadrez que tem no xeque-mate seu lance mortal; qual a razão da escolha desse nome, então? O xadrez pede raciocínio apurado, enquanto as caça-níqueis não exigem grande sapiência para manipulá-las. Por que então batizá-la com esse nome? Está claro que a metáfora da operação não está ligada diretamente a ação do jogo em si, mas aos jogadores envolvidos que devem representar peças no tabuleiro, a pergunta que não quer calar é: que peça representa Vavá neste jogo: peão, bispo, torre, cavalo...?
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É fato que a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos, nas diversas operações realizadas pela Polícia Federal, vem nos permitindo ouvir coisas inacreditáveis, isso para dizer o mínimo! O mais interessante, nestes casos, é a necessidade, sui generis, dos atores flagrados precisarem de tradutores, embora estejam usando a última flor do Lácio, pois tudo o que dizem, na realidade, não é o que estão dizendo, esquisito, não? Um exemplo talvez esclareça essa confusão vocabular! O sujeito diz: "as máquinas vão ser liberadas"! Seu interlocutor, quase sempre um advogado, na "tradução", afirma que ele está falando de máquinas de terraplenagem! ora, se estamos falando de jogos de azar, de máquinas caça-níqueis, em que momento pode-se falar em terraplenagem? A não ser que sejamos todos idiotas e que a língua que falamos tenha outro sentido além daquele que deveria ter, ou foi criado um novo código em que apenas alguns têm acesso, conseguindo, portanto, traduzi-lo!
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Depois do episódio conhecido como mensalão, que derrubou José Dirceu, Silvio Pereira e outros, não se esperava que o presidente da república fosse mais uma vez "traído", passasse por mais um constrangimento, já que muitos chegaram a insinuar um impeachment para resolver aquele impasse! Eis que seu irmão, Abel, não, Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi apanhado pela operação xeque-mate! Na realidade, a primeira reação do presidente quando informado do fato, ainda na ìndia, foi dizer que conhecia o irmão há mais de 61 anos e que ele era incapaz de uma ação como aquela. Mas a indignação do presidente foi minimizada pela certeza de que Vavá estava envolvido e que havia uma série de gravações telefônicas que corroborava a notícia! Com a certeza do envolvimento, caracterizado como tráfico de influência e exploração de prestígio, só restava à família contratar um bom advogado.
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É neste momento que aparece o inventor do novo "idioma", o advogado Nelson Passos Alfonso responsável por transformar essa tragédia numa farsa! Logo na explicação da defesa, faz uma mise-en-scène, imagina-se que vai sair um discurso articulado, mas deixa a impressão que é gago: "a minha linha de atuação é de fato negar a existência das acusações imputadas ao meu cliente". Essas palavras são entrecortadas. Ora, se ele, advogado, não negar a existência das acusações para que a família o contrataria? Diz mais algumas pérolas, talvez a mais insinuante seja quando fala em máquinas de geração de emprego, não dizendo que máquinas seriam essas, porque, a princípio, qualquer máquina pode ser de geração de empregos, inclusive as caça-níqueis! Parece que a defesa pretende desqualificá-lo, mostrando-o como uma pessoa de pouca cultura e compreensão limitada! É lógico que isso tiraria dele qualquer capacidade de argumentação, elemento fundamental para um lobista! O certo é que a família espera que seja provada a sua inocência, contudo um dos irmãos, Germano, disse que não bota a mão no fogo por ele, enquanto o presidente não acredita que seja um lobista, afirmando que no cardume de pintados, está mais para lambari, que é um ingênuo, contudo um de seus comparsas é contundente: ele é picareta! Neste caso de polícia, o adjetivo que enquadrará Vavá é a questão final desta farsa!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Uma paranaense em apuros!

Existem coisas que só acontecem com o Vitória, diriam os apaixonados pelo rubro negro baiano, também não é para menos, quando os torcedores pensavam que dariam uma homérica goleada no último colocado, o Santo André, eis que a derrota veio: um a zero! Por outro lado, o trabalho nosso de cada dia também nos prega algumas peças! Imaginem que um erro técnico num modelo de automóvel levou uma paranaense à Bahia, o que nestes tempos de globalização, não tem nada de incomum, porém, além da obrigação laboral, havia um pedido afetivo da cunhada querida: entregar a um casal baiano uma encomenda! Aqui, há a necessidade de um "aviso aos navegantes", para evitar maiores complicações! Antes que a palavra "encomenda" comece a levantar suspeitas, em relação ao conteúdo, tratava-se de algumas garrafas de vinho, apenas!
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Lá no Paraná, a temperatura era de 35 graus negativos, mas a "guria" estava preparada: só de capotes eram 4, todos de lã grossa, mais cinco blusas, 3 calças, tudo isso para suportar o frio intenso; lutadora, estava totalmente preparada para a viagem! Agora o que ninguém, nem a cunhada, que já conhecia Salvador, avisou tem relação com a temperatura média da cidade, cerca de 35 graus, porém, diferente da cidade da nossa obstinada viajante, positivos! Coitada, logo que se viu em Salvador com tamanho calor, estando "equipada" com todos aqueles apetrechos para o frio de Curitiba, começou a "derreter", não se pode falar em má sorte, porém apenas um pequeno contratempo!
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Na atual conjuntura, poderia-se perguntar, além de "derreter" na capital baiana, o que não é pouca coisa, o que mais poderia acontecer a essa "guria" paranaense? Lembrem-se do começo dessa "conversa", há coisas que só acontecem a determinadas pessoas ou clubes de futebol escolhidos a dedo pelo acaso! E não é que a nossa voluntariosa "turista" foi a escolhida! Em linguagem futebolística, diríamos que ela era a bola da vez! Pensem aí, alguém em sua primeira viagem a Salvador, à tarde, com um calor intenso, beirando os 37 graus, apenas com as roupas da viagem e que roupas! Porque, ironia do destino, suas malas, sem consulta prévia e com todos os seus pertences, seguiram viagem e só desembarcaram em São Luís do Maranhão! É verdade, só faltava naquela tarde fatídica de domingo, seu time, o clube Atlético Paranaense, perder em casa para o Goiás! Não faltava mais nada, ele não só perdeu, como foi goleado! Esqueçamos a lei de Murphy, pois nem tudo deu errado, as garrafas de vinho, por incrível que pareça, chegaram intactas ao seu destino! Rapaz, que fim de semana, ainda bem que Marie Isabelle não se chama Cris Nicolotti!

sábado, 9 de junho de 2007

Os "Socialismos" de Boaventura de Sousa Santos...

As "provocações" que vêm ocorrendo na América Latina constrangem, de certo modo, os protetores do "mundo livre"! As eleições de Evo Morales, Hugo Chávez e Rafael Correa, sob a égide da democracia, incomodam os reacionários e subservientes aos ditames de Washington, vontade teriam de chamá-los de ditadores! Some-se a isso os diversos golpes de estado a que fomos vítimas, entre os mais sintomáticos, se é que podemos mensurar, temos o de 1973, no Chile, que culminou com o assassinato de Allende e, mais recentemente, o de 2002, na Venezuela de Chávez! Estes golpes objetivavam uma política de alinhamento com os Estados Unidos, e, ao mesmo tempo, impedir a escolha de caminhos outros que não os definidos pelo "grande irmão do norte"! Já se disse, aqui e algures, que o que era bom para os EUA seria também para o Brasil e, por extensão, para todos "los hermanos" do lado de baixo do equador! Hugo Chávez ao assumir falou em Socialismo do século XXI, trazendo à tona uma discussão que o pós-modernismo pensou ter sepultado.
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O sociólogo lusitano, Boaventura de Sousa Santos, autor de livros como Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade e, mais recentemente, A gramática do tempo: para uma nova cultura política, em artigo publicado na Folha de SP, faz uma análise da situação atual, ponderando sobre a necessidade de se pensar outras alternativas societárias; enfatiza que o capitalismo neoliberal não conseguiu equacionar os problemas que haviam quando da polaridade capitalismo x socialismo, porque, nos últimos 20 anos, as desigualdades não diminuíram, muito pelo contrário, os períodos de guerras foram maiores que os de paz, a fome se agravou, a violência se intensificou, e aquilo que o pós-modernismo reconfortante ou de celebração disse que havia chegado ao fim, a história, não passou de um grave e colossal equívoco! Por outro lado, o pós-modernismo inquietante ou de oposição anunciou entre as suas demandas a estruturação de uma nova epistemologia e uma nova sociabilidade; o autor em tela se alinha justamente com essa perspectiva!
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"O que de mais significativo está acontecendo em nível mundial se realiza sem a intersecção das teorias dominantes e em contradição com elas", afirma o autor! Neste sentido, só reafirma sua convicção a partir do olhar pós-moderno que defende. Em seu Pela mão de Alice... afirmava que "todo socialismo era utópico ou não era socialismo", neste sentido, coloca no mesmo horizonte figuras como Robert Owen e Marx e Engels; o primeiro, queria humanizar o capitalismo com os seus falanstérios; os segundos, lutaram pela sua destruição! Sousa Santos em seu artigo discute a reinserção do socialismo na agenda política, mas enfatiza que este não deverá trazer a face do socialismo do século 20! Levanta algumas das características que este socialismo deverá ter no sentido de não cometer os mesmos erros. As proposições de Sousa Santos sinalizam nada mais que para um socialismo humanista, onde a convivência dos antípodas seja possível, um lugar onde a propriedade privada possa conviver com outros tipos de propriedade, onde não haja uma centralização estatal e que a transparência seja possível. Vemos muito do socialismo utópico nos argumentos do sociólogo lusitano, mas ele já afirmara que todo socialismo é utópico, portanto, não há incoerência em seu discurso. Na realidade, enxergamos nas ponderações de Sousa Santos uma aproximação com o discurso do autor dos falanstérios, contudo este fracassou por tentar humanizar as relações de exploração, Boaventura pressagia, seguindo sua perspectiva pós-moderna, que "não haverá, pois, socialismo, e sim socialismos do séc. 21. Terão em comum reconhecerem-se na definição de socialismo como democracia sem fim." Nem ruptura com a lógica do capital nem revolução, e sim a convivência hamoniosa entre a propriedade privada, a estatal e a coletiva, neste sentido, Boaventura de Sousa Santos e seus "socialismos", sem nenhum constrangimento, desaguam no mar de Thomas Morus, confirmando o que supostamente querem negar: a ordem capitalista...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Quem são os Bandidos?...

Parece-nos que no Brasil só quem fica preso é pobre! Basta um breve levantamento no universo da população carcerária para ver materializada, perversamente, essa afirmação. Se fizermos uma pequena incursão no "submundo" veremos que há uma rebelião silenciosa, porque muitos dos "miseráveis" que cumprem pena, foram elevados à categoria de "chefes" e comandam, lá de dentro, o "crime organizado". Embora tenhamos dúvida se a nomenclatura "crime organizado" deva ser aplicada somente aos considerados "bandidos", já que os fatos recentes igualizam muitos dos considerados acima de qualquer suspeita, com os supostos criminosos! Não que estejamos defendendo as ações ilegais, porém não é possível, sem o risco de sermos parciais, dizer que Fernandinho Beira-Mar e Marcos (Marcola) Camacho são mais bandidos que o deputado distrital Pedro Passos ou os sobrinhos do governador do Maranhão, flagrados pela Operação Navalha!
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Como resultado da Operação Navalha, a Justiça Federal expediu 48 mandados de prisão. Foram presas 46 pessoas, entre empresários, prefeitos, um deputado distrital, um ex-governador e um ex-deputado federal. Há uma sutil discriminação quando comparamos Beira-mar e Marcola com o parlamentar, o segundo goza de imunidade, portanto, dificilmente será submetido aos constrangimentos do cárcere por fazer parte dos que legislam em causa própria. Na realidade, o parlamentar é réu confesso, ele disse: "Eu aprovei R$ 3,9 milhões de emenda lá na Câmara, de emenda minha" (e isso foi colocado em cadeia nacional) cobrando seu pedaço no bolo da corrupção, ou melhor, a propina a que tinha direito! Imediatamente, seu advogado afirmou que não era propina, ele se referia a compra de cavalos! Não devemos rir com coisa séria, mas isso é uma piada. Ficou "preso" por um dia. Na realidade, a nau de corruptos já não se encontra sob o foco da lei, todos foram soltos!
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Como pode o cidadão comum observar tudo isso e não se sentir impotente? Estes indivíduos deviam ser punidos. As grande cidades já apontam para o estado de bárbarie que nos encontramos, mas isso não é acidental, estamos sendo estimulados! Enquanto o indivíduo trabalha o mês inteiro para ganhar R$ 380,00 reais, o "consórcio Guatama" rouba milhões dos cofres públicos, manipulando os editais com a conivência dos agentes do Estado e nada acontece! Grita-se por justiça, mas a justiça só é justa com os desvalidos! A premissa nestes tempos dos Zuleidos, das Fátimas é a impunidade, é nos fazer de trouxa, aquilo que ouvimos do deputado não estava relacionado com propina, ele é um amante da equitação! Somos todos tolos e imbecis! O que está claro é que quem cumpre a lei está fadado a ir parar atrás das grades, porque o errado é que está certo! Estamos nos acostumando com esse tipo de coisa, a força do hábito nos torna cúmplices, pois sequer nos movimentamos, apenas perguntamos: qual será o sabor da pizza dessa vez? Temos um horizonte sombrio, estamos no fundo do poço e as cenas que vemos, diariamente, no Rio de Janeiro, só nos são mostradas porque o alvo é o cognominado "crime organizado" que vem perdendo de longe para o "crime institucionalizado", já que este, além de possuir privilégios, tem entre as suas hostes figuras acima de qualquer suspeita, o fato é que temos um Estado falido que escolhe cinicamente a quem punir, infelizmente a maioria ainda não percebeu; nós, os tolos, perguntamos: quem são os bandidos? Fernandinho Beira-Mar e Marcos(Marcola) Camacho se entreolham, eles sabem!