sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pessoas Iluminadas II

Em fins de 2007, escrevi o texto abaixo. Passados alguns anos e alguns meses, eis que alguém, em algum lugar, releu e, quase sem querer, fiz o mesmo. Ironicamente tentei resistir, mas terminei sucumbindo ao que a pessoas disseram e com aquilo que eu mesmo tinha escrito. Recentemente, uma das pessoas iluminadas ao saber que voltara a Jequié, falou-me numa conversa mais ou menos assim: "sinto que um ciclo terminou..." A princípio não concordei, mas depois percebi que era isso mesmo! Bem, como o meu sentimento não mudou uma vírgula, além de achar que o texto transmite toda a emoção que senti e sinto com o ciclo concluído, peço licença àquelas pessoas para repeti-lo e dizer que, assim como fiz a quatro anos passados, agradeço sobremaneira por ter vocês por perto, ainda que alguns estejam tão longe, mas sei que apenas geograficamente! Vocês, assim como as ESTRELAS e os DIAMANTES, continuam brilhando aqui e no universo!
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Há uma canção de Gonzaguinha que, na verdade, representa uma grande metáfora sobre pessoas que povoam nosso universo! Dissera ele que "somos as lições diárias de outras tantas pessoas!" Este é um verso belo e singular, além de nos tornar cientes de nossa humanidade, ele diz: sou? Não, somos! Outro poeta, esse baiano, fez uma indagação a respeito do sentido da vida: "existimos, a que será que se destina?" Sei que este não é o momento, mas não custa provocar, nem que seja a mim mesmo! Por que estamos neste planeta? Faço toda essa elucubração, aparentemente, fora de propósito, por causa de dois processos seletivos que participei. Momentos singulares, por isso, jamais serão esquecidos!
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O primeiro deles se deu quando, há dois anos, tentamos o doutorado na UFPB e sequer imaginávamos o quão doloroso seria e que as consequências posteriores deixariam cicatrizes profundas. Em síntese, ter participado do processo me deu, como "presente", um documento em que estava escrito que o projeto fora aprovado, mas que não fora selecionado! Um verdadeiro prêmio de consolação! Sem contar o tratamento recebido da banca que me argüira. Saibam que estava no Nordeste, mas me senti como se fosse um estrangeiro! Não estou dizendo com isso que devesse ser tratado de forma diferenciada, mas que pelo menos houvesse respeito e isso não percebi no processo, contudo aconteceu algo que me remete à metáfora de Gonzaguinha, lá do início. Quando vou saindo em direção ao portão do campus de João Pessoa, eis que vejo o amigo Lauro Xavier Pires Neto! Isso transformou o meu dia. Além de colocarmos a conversa em dia e almoçarmos, ainda tive o privilégio de assistir à defesa de sua dissertação! Todas essas emoções no mesmo dia! Ainda fui o único a registrar o acontecimento com uma máquina que era analógica, não sei bem por quê, mas queimou o filme, terá sido incompetência do fotógrafo?!
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As pessoas mais próximas a mim sabem que os últimos dois anos foram de recuperação! Nada de procurar assumir coisas que me levassem a um estresse maior do que eu pudesse suportar, embora saiba que não é possível mensurar qual a pressão limite que não devemos atingir, sob o risco de quebrarmos! O "presente de grego" que 2005 me deu foi, aliás já falei exaustivamente aqui, um acidente vascular cerebral que me fragilizou sobremaneira! Disse a mim mesmo que não faria mais seleções, não sei ao certo se por medo de perder ou por me sentir incompetente! Para aumentar a descrença em seleções acadêmicas, ouvi de um professor que sem acordos espúrios a coisa se complica e a aprovação dificilmente acontece! Não me lembro agora quando percebi que poderia participar de outra seleção, mas no início desse ano dei entrada na área pedindo liberação, muito mais para garantir a vaga do que com a certeza que teria coragem de enfrentar tudo aquilo de novo!
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Quando retornei de Santa Catarina, fui enfático ao elogiar o processo seletivo e a lisura no encaminhamento das questões. Disse a todas as pessoas com quem conversei que mesmo que não fosse selecionado, tinha me sentido acolhido, respeitado, como não fora na UFPB (embora ela esteja no Nordeste). Cheguei em Florianópolis sem conhecer ninguém, numa terra estranha e sem ter entrado em contato com qualquer pessoa do programa! Só fomos apresentados aos futuros orientadores no dia da arguição, na defesa dos projetos, já que tudo fora feito pelo número do CPF! Todos os meus amigos já sabem o resultado, mas queria dizer que processos como esses são muito iguais! Ficamos sob tensão doentia, às vezes, chega a ser desumano! Todas as fases, desde a prova até a arguição, foram me dilacerando aos poucos, sem contar o medo, é verdade, o medo de não conseguir! Para variar o resultado final demorou demasiado, aumentando mais ainda o estresse! Meus diletos amigos, saibam que ter conseguido só foi possível pela primeira força que vocês me deram, quando ainda me recuperando do AVC, disseram, sem falar, que eu estava vivo, que ainda não seria dessa vez que eu sucumbiria.
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Como somos "as lições diárias de outras tantas pessoas" e não conseguiria citar todas elas pela exiguidade de espaço, trarei duas figuras emblemáticas que representam muito bem o "início, o fim e o meio"! Rosenilton Santos, hoje um filho que a vida me deu, em outubro, primeiro momento da vereda, no dia da prova, com sua generosidade, ligou para mim, eu em Salvador, ele em Camaçari, e disse-me com a bondade que é característica do seu coração: "vai dar tudo certo, porque você merece, eu estou torcendo!" Ele não tem a dimensão de quanto aquelas palavras foram importantes para que naquele dia eu pudesse escrever e conseguir que o projeto fosse avaliado! O outro personagem dessa história com final feliz, chama-se Alysson de Gouvêa. Na rodoviária, lá em Curitiba, na hora em que pegaria o ônibus para Florianópolis, ele me abraçou, deu-me um beijo e disse-me: fique tranquilo, você vai ser aprovado! Saibam que havia tanta pureza nos seus olhos de menino que balancei e agradeci em silêncio, retendo as lágrimas na garganta! Hoje tenho plena consciência que nada poderia dar errado por estar rodeado de pessoas iguais a vocês: BRILHANTES E ETERNAS COMO OS DIAMANTES!...

domingo, 12 de agosto de 2012

Choro Olímpico e o escárnio...

Em tempos de masturbação olímpica, a "derrota" do vôlei é a derrota do povo brasileiro, será esse o sentimento de Ricardinho? O fato é que o esporte de performance é o pão nosso de cada dia e, para alegria geral, o circo também...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Marijuana...

Surpreendido, alguém aí deve me chamar de ingênuo, leio nas páginas sujas do jornal que cerca de 1,5 milhão de brasileiros são consumidores contumazes da maconha, quanta fumaça, hein?! Não que seja conservador e que vá sair por aí caçando os viciados, assim como não seria um usuário(sic) fazendo apologia do consumo, mas não resta dúvida que é muita gente chapada, vocês não acham?...

domingo, 29 de julho de 2012

Enquanto em Londres...

os Hypolitos choram suas quedas, Jade Barbosa...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sem preconceito...

Hoje fiquei perplexo com o cidadão responsável por amolar tesouras e afins, numa lojinha próxima à UESB. Calma que vou explicar. Saí de casa lá pelas 8:40, com o intuito de passar no amolador de tesouras, já que minha tesourinha necessitava dos seus serviços, qual não foi a minha surpresa quando o sujeito me saiu com essa: "bem, posso te entregar no dia 08 de junho!?" Nada mais, nada menos que 11 dias para amolar um artefato cujo tamanho não chegava a mais cinco centímetros! Estupefato, perguntei: quando? E ele, sem nenhuma cerimônia, repetiu: 08 de junho, mas se você quiser, venha amanhã cedo que te coloco na fila de espera!? Fila de espera para amolar tesoura e ainda tinha que chegar cedo? Não, aquilo era brincadeira, não podia ser verdade! Não pense você que está lendo isso agora que estou inventando a situação, isso aconteceu exatamente neste ano da graça de 2012, para ser mais preciso, hoje pela manhã. 
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Claro que pensei que o cara estava brincando, afinal, uma tesourinha não deve levar mais que cinco minutos para ser amolada. Contudo, sem fazer qualquer questão, o sujeito me deixou falando com os meus botões e foi fazer coisa mais importante. Mais que petulante, não estaria hipervalorizando seu ofício, aliás, seria amolador de tesouras e alicates um ofício? Sem preconceito, mas o cara estava me sacaneando, só podia ser. Não, era verdade. Em conversa com alguém que conhecia o indivíduo, descobri que o dito cujo tinha uma clientela exemplar, imensa o que lhe permitia esnobar alguns clientes da minha envergadura. Mesmo assim, minha tesoura já está amolada, como há/havia outro amolador na redondeza, recorri aos seus serviços, não levando mais que cinco minutos para realizar a tarefa, pois é, isso provavelmente só acontece na Bahia...